GO: van que levava alunos não tinha autorização de transporte escolar

A van foi cedida pela prefeitura de Sanclerlândia (GO) para a Secretaria de Saúde, e foi passada ao colégio por meio de uma associação

atualizado

metropoles.com

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Acidente com van deixa 5 estudantes de colégio militar mortos em Goiás
1 de 1 Acidente com van deixa 5 estudantes de colégio militar mortos em Goiás - Foto: CBMGO/ reprodução

Goiânia – A van que transportava os cinco estudantes que morreram em um acidente na GO-518, na última segunda-feira (1º/6), não tinha autorização para realizar transporte escolar intermunicipal, segundo a Agência Goiana de Regulação (AGR). No dia do acidente, o veículo levava 12 alunos do município de Córrego do Ouro para Sanclerlândia, uma distância de aproximadamente 40 km.

Durante o trajeto, a van bateu na traseira de um caminhão que estava parado na pista, que não tinha acostamento. Segundo a AGR, a carreta não estava cadastrada no órgão e também não constava como transporte escolar no sistema do Detran-GO.

Já a van estava registrada em nome do Fundo Estadual de Saúde de Goiás. A Secretaria de Estado da Saúde informou que o utilitário foi cedido ao município de Sanclerlândia em 2018, ficando sob responsabilidade da prefeitura quanto à manutenção e destinação.

Acidente grave

Os estudantes que estavam na van eram do Colégio Estadual da Polícia Militar 5 de Janeiro, em Sanclerlândia. Além das cinco vítimas fatais, o motorista e outros sete passageiros ficaram feridos e foram socorridos pelo Samu e pelo Corpo de Bombeiros.

Os estudantes mortos no acidente tinham entre 11 e 14 anos. Eles foram identificados como: Isadora Castro Neves, de 12 anos; Maria Carolina Sabino Alves, de 11; Lucas Antonio de Souza Dias, de 14; Ezequiel Souza de Oliveira, de 14; e Izadora Monteiro da Silva, de 12.

Uma nota da prefeitura de Sanclerlândia informou que o veículo foi repassado ao Colégio da Polícia Militar por meio da Associação de Pais, Mestres e Funcionários. A associação era responsável pela operação da van, pelo seguro e pela contratação do motorista, que recebia pagamento diretamente dos pais dos alunos. Até o momento, a direção do colégio não se manifestou.

Uma investigação preliminar apontou que um carro com faróis altos pode ter ofuscado a visão do motorista da van, um homem de 70 anos. Os peritos também constataram que nem a van nem a carreta envolvida no acidente possuíam tacógrafo, equipamento obrigatório para veículos de transporte escolar e de carga. A sinalização da carreta e as condições da rodovia também estão sendo analisadas.

Uma apuração da Polícia Civil (PCGO) trata o caso como homicídio culposo e lesão corporal no trânsito. Os laudos da Polícia Científica devem ser concluídos em até 30 dias.

Três estudantes seguem internados

Dos estudantes feridos no acidente, três ainda permanecem internados. A estudante Emanuella Augusta, de 12 anos, está em estado grave na UTI do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira, na capital goiana.

Outro adolescente de 12 anos passou por cirurgia e está em estado regular na enfermaria do mesmo hospital. Já um jovem de 13 anos foi transferido para o Hospital Estadual de Ortopedia e Reabilitação, onde passou por cirurgia e apresenta boa recuperação.

Uma investigação segue em andamento para esclarecer todos os detalhes sobre o acidente e a situação do veículo utilizado no transporte dos estudantes.

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