GO: prefeitura é condenada por exonerar grávida no 9º mês de gestação
Sentença considerou ilegal a demissão da funcionária, já que ela tinha direito da maternidade garantido pela Constituição Federal

Goiânia – A Prefeitura de Anápolis, a 55 quilômetros de Goiânia, foi condenada por exonerar uma servidora grávida, que estava no nono mês de gestação. A sentença considerou ilegal a demissão da funcionária, já que ela tinha o direito da maternidade garantido pela Constituição Federal. A decisão cabe recurso.
A sentença é do juiz Carlos Eduardo Rodrigues de Souza. Segundo o magistrado, a grávida era comissionada e exercia o cargo de assessora geral na prefeitura.
A ex-funcionária deverá receber o benefício de licença maternidade por um adicional de seis meses, além do salário com correção desde quando foi exonerada até a data de nascimento da filha.

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Ver todas“A estabilidade de trabalhadoras que estejam grávidas existe para a proteção contra demissões arbitrárias e objetiva uma certa proteção à dignidade da mãe e do futuro filho”, disse o magistrado na sentença.
Grávida informou prefeitura
A mulher contou à Justiça que havia informado à prefeitura sobre sua gestação em fevereiro de 2020. Ela foi exonerada seis meses depois de comunicar estar grávida, pouco tempo antes do nascimento da filha, em setembro.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA Procuradoria Geral do Município de Anápolis informou que a profissional era credenciada ao município para prestação de serviços. Por isso, conforme acrescentou, ela não era servidora efetiva ou comissionada, motivo pelo qual informou que irá recorrer da decisão.



