GO: operação cumpre 22 mandados de prisão contra golpistas do WhatsApp
Uma das vítimas perdeu R$ 115 mil para os estelionatários, que se passaram pelo filho dela no app e disseram estar usando novo número
atualizado
Compartilhar notícia

A Polícia Civil de Goiás deflagrou, na manhã desta terça-feira (30/8), operação para cumprir 22 mandados de prisão em Goiânia, Senador Canedo, Goianira e Bonfinópolis, na região metropolitana. De acordo com a investigação, a suposta organização criminosa aplicou golpe de estelionato por meio do WhatsApp contra uma mulher, que, enganada, teria transferido R$ 115 mil para os criminosos.
Vídeo mostra parte da operação em andamento.
Veja vídeo abaixo:
https://youtu.be/qGwTf735rCI
Segundo a corporação, mais de 100 policiais civis estão atrás dos criminosos. A investigação teve início a partir de boletim de ocorrência registrado, em março de 2021, pela Polícia Civil de São Paulo (PCSP), depois que a vítima foi à delegacia. De acordo com os relatos, ela disse ter sofrido estelionato eletrônico.
O Grupo de Repressão a Estelionatos e outras Fraudes da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Gref/Deic) assumiu a investigação depois de o caso ser informado à Polícia Civil de Goiás. Os endereços dos criminosos foram identificados em cidades goianas.
O golpe
De acordo com a investigação, um suspeito se passou pelo filho da mulher, fez contato com ela por meio do WhatsApp e a enganou, dizendo que estava com novo número. Ele teria usado foto do filho no aplicativo para diminuir as chances de a vítima desconfiar de que se tratava de um golpe.
Ao enganar a mulher, segundo a investigação, o criminoso reforçou que era o filho dela e teria dito que precisava do dinheiro para realizar pagamentos para fazer surpresa. Enganada, a vítima realizou cinco transferências, que, somadas, totalizaram R$ 115 mil.
No segundo semestre do ano passado, a Polícia Civil de Goiás conseguiu prender cinco supostos beneficiários do esquema criminoso, depois de as investigações se iniciarem no estado. Ao longo dos meses, os policiais prosseguiram com as apurações e identificaram mais duas vítimas.
Os investigados, segundo a Polícia Civil, respondem por diversos estelionato, com pena prevista de 5 anos de prisão para cada um; e associação criminosa, com pena de até 3 anos. Eventualmente, eles poderão responder por lavagem de dinheiro, cuja pena chega a 10 anos.
O Metrópoles não conseguiu contato da defesa dos investigados, já que os nomes deles não foram divulgados até o momento em que este texto foi publicado, mas o espaço segue aberto para manifestações.






