Gleisi reúne ministros para acelerar pautas do governo e travar anistia

Articuladora política do presidente Lula quer acelerar propostas do Planalto e frear iniciativa da oposição, que beneficiaria Bolsonaro

atualizado

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Gil Ferreira/SRI
Ministra Gleisi Hoffmann
1 de 1 Ministra Gleisi Hoffmann - Foto: Gil Ferreira/SRI

A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, convocou para às 10h desta segunda-feira (8/9) uma reunião com ministros, no Palácio do Planalto. Segundo interlocutores, a ofensiva da oposição por anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros supostos envolvidos na tentativa de golpe de Estado deve ser discutida. O foco, porém, será acelerar a tramitação de propostas do governo no Congresso.

Nesse sentido, estão na pauta de discussão da reunião de Gleisi com ministros o projeto que isenta de pagar Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil, além da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reformula a segurança pública no Brasil. A primeira medida é vista como crucial no projeto de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e precisa ser aprovada este ano para entrar em vigor já em 2026.

Neste domingo, durante o desfile de 7 de Setembro, Gleisi e vários ministros conversaram com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Ele tem sido pressionado pelos bolsonaristas e por uma ala do Centrão, grupo do qual faz parte, a pautar a anistia. O parlamentar tem resistido, enquanto o governo tenta fortalecê-lo para que siga travando o projeto.

Espera-se que os líderes da Câmara voltem a debater se votam ou não a anistia nesta semana, conforme avança o  julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta surge para livrar o ex-presidente de uma eventual condenação. Nas últimas semanas, o projeto ganhou força com a articulação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que busca aval do ex-presidente para concorrer à Presidência em 2026.

IR e PEC da Segurança

O projeto de isenção de Imposto de Renda teve o requerimento de urgência aprovado na Câmara e está pronto para ser votado em plenário. A proposta tem relatoria do ex-presidente da Casa Arthur Lira (PP-AL), e é vista como um ativo eleitoral para o projeto de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O governo tem pressa porque o texto ainda precisa ser aprovado no Senado este ano.

A PEC da Segurança terá sua comissão especial instaurada nesta terça-feira (9/9). O deputado Mendonça Filho (União-PE) foi designado como relator da proposta e o deputado Aluisio Mendes (Republicanos-MA) como presidente do colegiado. O texto precisa ser aprovado no órgão antes de ser apreciado no plenário.

Outro tema que deve ser discutido na reunião é o Orçamento de 2026. O governo quer aprovar sua agenda prioritária logo, pois entende que o clima de eleição já contamina o Congresso, o que pode dificultar a aprovação de propostas.

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