Gleisi rebate The Economist sobre Lula: “Temem crescimento do Brasil”

Aliados do PT rebateram o artigo do jornal britânici The Economist, que defendia a não reeleição de Lula em 2026

atualizado

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Gil Ferreira/SRI
Lula e Gleisi Hoffmann, ministra de Relações Institucionais
1 de 1 Lula e Gleisi Hoffmann, ministra de Relações Institucionais - Foto: Gil Ferreira/SRI

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), criticou a revista britânica The Economist, após o veículo defender a não reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2026. Gleisi se manifestou nesta quarta-feira (31/12) e destacou que a revista “teme a continuação do crescimento do Brasil” e sinaliza que a revista deseja que o país retorne aos “mandamentos do mercado”.

“O verdadeiro risco que a reeleição do presidente Lula representa para a TheEconomist nunca foi a idade de um líder cheio de vitalidade e que cuida muito bem da saúde. O que eles temem é a continuação de um governo que retomou o crescimento do Brasil e não tem medo de enfrentar a injustiça tributária e social”, escreveu Gleisi, no X.

Gleise rebate o primeiro argumento que o The Economist traz para a não reeleição de Lula: a idade avançada. A revista explica que as condições de saúde de Lula são melhores que as de Biden à época em que se elegeu presidente dos EUA, porém lembra que o líder brasileiro passou por algumas cirurgias, como o procedimento que ele realizou no cérebro em 2024 para estancar uma hemorragia interna.

Em contrapartida, Gleisi afirma que a saúde do líder brasileiro nunca foi um problema e argumenta ainda contra outro ponto que o veículo de comunicação britânico trouxe. O The Economist destacou o crescimento da economia do país, no entanto, criticou as propostas econômicas brasileiras, ao citar que se concentra em auxílio aos pobres e medidas de arrecadação desfavoráveis a empresas.

“A revista do sistema financeiro global, dos que fazem fortunas sem produzir nada, prefere que o Brasil volte a ser submetido aos mandamentos do ‘mercado’, abandonando as políticas públicas voltadas para o povo, o crescimento do emprego, dos salários e da renda das famílias. Não é para o ‘bem do Brasil’ que preferem Tarcísio; é por seus interesses, que não são os do país nem do povo brasileiro”, rebateu Gleisi.

No final do tweet, a ministra ainda se refere ao desfecho do artigo, no qual a revista britânica afirma que a direita deveria abandonar Flávio Bolsonaro e achar um candidato centro-direita, apontando Tarcísio de Freitas como político proeminente e com mais popularidade de Lula. Ela sinaliza que a revista expressa os interesses econômicos da direita ao justificar a não reeleição de Lula e diz que isto não é interesse do povo brasileiro.

Presidente do PT se manifesta

O presidente do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, também argumentou que o incômodo da mídia britânica não é com a idade de Lula e sim pelo Brasil ter se tornado mais forte soberano nos últimos anos, segundo ele.

“Quando falta argumento político, sobra preconceito. Quando falta dado, inventa-se narrativa. Eles tentam desqualificar o presidente Lula com base na idade e com falsas premissas e esquecem de dizer que o país está com o menor desemprego da história, a maior renda médica da história e com a menor média da inflação”, escreveu no X.

 

 

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