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Brasil

Gleisi chama Campos Neto de “bolsonarista” e reforça crítica a juros

Presidente do Banco Central defendeu que o pleno emprego traz preocupação em decorrência do impacto inflacionário

Maria Eduarda Portela02/05/2024 15:23
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Hugo Barreto/Metrópoles
governo Imagem colorida da deputada federal e presidente do PT Gleisi Hoffmann - metrópoles

A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), chamou o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, de “bolsonarista” e reagiu à declaração dele sobre o possível impacto inflacionário com o pleno emprego. A afirmação do chefe do BC ocorreu em entrevista à CNN na última terça-feira (30/4).

“Lá vem o bolsonarista Campos Neto ameaçando o país de novo com sua grande obra: a maior taxa de juros do planeta. Depois de incentivar a especulação por causa da revisão da meta fiscal, agora ele reclama que o desemprego ficou menor do que o mercado gostaria. Para o presidente do BC, a perspectiva de pleno emprego é uma ameaça a sua missão de sabotar o crescimento do Brasil. É escandaloso que isto tenha sido notícia justamente no Dia do Trabalhador”, escreveu a deputada federal na rede social X, antigo Twitter.

O presidente do BC defendeu que a sinalização de pleno emprego no mercado de trabalho no Brasil traz preocupações sobre possível pressão na inflação. A defesa do chefe da autarquia monetária ocorreu depois que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a taxa de desemprego no primeiro trimestre de 2024, que ficou em 7,9%.

“A preocupação vem quando as empresas não conseguem contratar, e você tem de começar a subir o salário. Se você sobe o salário para o mesmo nível de produção, isso significa que você está iniciando um processo inflacionário. Então, a preocupação vem daí”, enfatizou Campos Neto.

Juros no Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, para 10,75% ao ano. A decisão ocorreu no último 20 de março. O governo tem pressionado o Banco Central para ampliar a queda de juros.

Inclusive, não é a primeira vez que o presidente nacional do PT critica a gestão do Banco Central e pede celeridade para queda na taxa Selic.

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