Glauber Braga relata momentos antes de confusão e próximos passos. Vídeo

Deputado federal declarou que soube na manhã de terça-feira (9) que poderia ter o mandado cassado por votação no plenário

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Deputado federal Glauber Braga PSOL RJ aguarda, na galeria do Plenário Ulysses Guimarães, o início da sessão que pode cassar seu mandato Metrópoles
1 de 1 Deputado federal Glauber Braga PSOL RJ aguarda, na galeria do Plenário Ulysses Guimarães, o início da sessão que pode cassar seu mandato Metrópoles - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Sozinho, quieto e fungando. Assim estava o deputado federal Glauber Braga (PSol-RJ) na galeria do plenário da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (10/12). Jornalistas questionaram se poderiam se aproximar. Com aparentes dores físicas, assentiu. “Eu tô firme, eu tô firme, eu tô firme”, disse.

O deputado psolista relatou como foram as horas que antecederam a notícia de que sua cassação seria pautada no plenário. “Eu não sabia que ele ia agir com um grau de violência que ele agiu, né? E de forma tão desproporcional em relação ao que tinha feito com a extrema direita quando ocupou. Eu não sabia nada”, disse o parlamentar, referindo-se ao presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).

“Eu soube ontem. Eu ontem de manhã participei de duas reuniões aqui na Câmara. Aí passei ali na Comissão de Direitos e veio o pessoal me perguntar se está tudo certo. Aí cheguei no carro e recebi a notícia. Dali até a garagem. Aí, quando eu cheguei na garagem, já me deram a notícia e eu gravei um vídeo imediato para as pessoas que querem saber. Então, eu não tive tempo de nada. Eu tive tempo só de receber a notícia e tomar a decisão que era possível naquele momento”, relatou.

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Deputado Federal Glauber Braga (PSOL-RJ) teve mandado suspenso por 6 meses
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Em seguida, o parlamentar ocupou a cadeira de Motta e foi tirado à força pela Polícia Legislativa.

O plenário da Câmara dos Deputados analisará, nesta quarta-feira (10/12), a cassação do mandato do psolista, acusado de quebra de decoro parlamentar ao expulsar da Câmara, com chutes, o militante do Movimento Brasil Livre (MBL) Gabriel Costenaro, em abril de 2024.

O deputado apareceu na Câmara nesta tarde, mesmo tendo sido orientado pela área médica da Casa a ficar afastado das atividades por dois dias, tendo em vista seu diagnóstico de traumatismo superficial no ombro após a confusão.

Glauber acusa o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), de covardia. A deputada federal Sâmia Bonfim (PSol-SP), companheira do psolista, disse que a sigla foi surpreendida pela ordem de Motta. “O presidente Hugo Motta é um covarde, é isso que ele é. As pessoas durante a sua vida, não adianta a gente esperar que saia coragem de onde a marca é a covardia. Hugo Mota tem como marca da sua trajetória a covardia. Então eu não vou esperar coragem de quem tem como marca de vida a covardia que foi o que ele demonstrou no dia de hoje”, afirmou Glauber Braga a jornalistas.

Na época que Glauber fez greve de fome e dormiu no chão no plenário 5 do corredor de comissões da Câmara, o presidente teria prometido que os avisaria antes de pautar a cassação, mas eles só ficaram sabendo durante a reunião de líderes realizada nesta quarta-feira (10/12).

“O problema da greve de fome não é o decorrer dela. O problema da greve de fome é a tomada de decisão. Na tomada de decisão, você tem que mentalmente se colocar à disposição de todas as consequências que vêm daqui. Ali é o mais difícil. Depois que você entrou, se segure, vá nessa. Agora é entrar e… A militância é a mesma coisa. A militância é muito mais… É uma decisão muito mais íntima e difícil, às vezes jogada pela vida, mas para entrar e para se desligar eventualmente”, argumentou o ainda parlamentar.

E agora?

“E agora?”, foi questionado Braga, caso seja cassado.

“Eu sou um militante, né? Eu sou um militante, vou continuar militando. Como profissão, eu sou… Sou advogado, né? Mas eu sou um militante, eu estou deputado. Aqui é um tempo determinado, sempre, né? Militância, não. Você escolheu… Você vai pra frente de tudo. É muito mais difícil sair da militância do que sair de mandato. Porque a militância envolve uma decisão muito mais íntima, né?”, concluiu Glauber Braga.

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