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Gilmar Mendes sobre Eduardo Bolsonaro: “Ato de lesa-pátria”

Decano defendeu Moraes em pronunciamento na retomada dos trabalhos do STF nesta sexta

atualizado

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Gilmar Mendes -- Metrópoles
1 de 1 Gilmar Mendes -- Metrópoles - Foto: Antonio Augusto/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes defendeu o colega Alexandre de Moraes no retorno dos trabalhos da Corte, nesta sexta-feira (1º/8), após o recesso judiciário. O decano considerou que a atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos representa um “verdadeiro ato de lesa-pátria”.

A sessão de retomada começou com uma declaração institucional do STF em defesa do papel da Corte e de seus ministros na proteção da Constituição. Após o pronunciamento do presidente do Supremo, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes destacou que os ataques ao tribunal têm sido conduzidos por figuras radicais, com destaque para o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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O Presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil Luís Roberto Barroso
Ministro André Mendonça, durante a sessão
No STF, ministro Flávio Dino
Alexandre de Moraes, que sofreu sanção da Lei Magnitsky do governo dos EUA
Plenário do STF reunido em sessão
Os ministros do Supremo Tribunal Federal realizam sessão de abertura do segundo semestre do ano Judiciário, na manhã desta sexta-feira (01/8)
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Os ministros do Supremo Tribunal Federal realizam sessão de abertura do segundo semestre do ano Judiciário, na manhã desta sexta-feira (01/8)

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O Presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil Luís Roberto Barroso
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O Presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil Luís Roberto Barroso

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Ministro André Mendonça, durante a sessão
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Ministro André Mendonça, durante a sessão

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No STF, ministro Flávio Dino
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No STF, ministro Flávio Dino

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Alexandre de Moraes, que sofreu sanção da Lei Magnitsky do governo dos EUA
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Alexandre de Moraes, que sofreu sanção da Lei Magnitsky do governo dos EUA

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Plenário do STF reunido em sessão
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Plenário do STF reunido em sessão

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“Nesse sentido, venho manifestar meu mais veemente repúdio aos recentes atos de hostilidade unilateral, que desprezam os mais básicos deveres de civilidade e respeito mútuo que devem balizar as relações entre quaisquer indivíduos e organizações”, afirmou o ministro.

Gilmar prosseguiu citando que o STF é um tribunal independente e que apura a suposta tentativa de golpe. “Mas os fatos recentes se revelam ainda mais graves porque decorreram de uma ação orquestrada de sabotagem contra o povo brasileiro, por parte de pessoas avessas à democracia, armadas com os mesmos radicalismos, desinformação e servilismo que vêm caracterizando sua conduta já há alguns anos”, acrescentou.

Gilmar prosseguiu dizendo que os ataques aos ministros — em especial a Alexandre de Moraes — ocorrem porque o magistrado conduz as investigações sobre a tentativa de golpe, que tinha como objetivo manter Jair Bolsonaro no poder.

“Afinal, não é segredo para ninguém que os ataques à nossa soberania foram estimulados por radicais inconformados com a derrota do seu grupo político nas últimas eleições presidenciais – entre eles, um deputado federal que, na linha de frente do entreguismo, fugiu do país para covardemente difundir aleivosias contra o Supremo Tribunal Federal, num verdadeiro ato de lesa pátria”, concluiu o decano.

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Trabalhos

A sessão começou por volta das 10h20. O presidente da Corte, Roberto Barroso, começou a falar, citando diversos casos de tortura e morte durante a ditadura militar. “O nosso papel aqui do Supremo Tribunal Federal é o de impedir a volta ao passado”, afirmou.

Barroso saiu em defesa de Alexandre de Moraes, alvo de sanções por parte do governo dos Estados Unidos. “Nem todos compreendem os riscos que o país correu. Nós somos um dos poucos casos no mundo em que um tribunal conseguiu evitar um grave ataque à democracia. A democracia tem lugar para todos”, explicou.

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