“Genocida”: Justiça manda arquivar investigação contra Felipe Neto

O influenciador Felipe Neto entrou com pedido para encerrar a investigação da Polícia Civil, a partir de denúncia de Carlos Bolsonaro

atualizado 12/05/2021 19:40

felipe netoDivulgação

Rio de Janeiro – A juíza Gisele Guida de Faria, da 38ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, decidiu arquivar o inquérito da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) contra o youtuber Felipe Neto por ter chamado o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de “genocida”.

A denúncia contra o influenciador digital foi feita pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), em 10 de março. O filho do presidente alegou que Neto praticou crime de calúnia, previsto na Lei de Segurança Nacional (LSN) e no Código Penal, ao postar um vídeo de Bolsonaro junto à palavra “genocida”. Neto pediu o arquivamento.

Para a magistrada, a Verificação de Procedimento de Investigação (VPI) foi instaurado de foram irregular “por iniciativa de Carlos Nantes Bolsonaro, que não integra o Ministério Público, não é militar responsável pela segurança interna, nem é Ministro da Justiça, evidenciando-se, assim, a ausência de condição de procedibilidade necessária para a instauração do procedimento investigatório sob exame”.

Em outro trecho do documento, a magistrada defendeu que “tal crítica ao Presidente da República não configura nenhuma ameaça aos bens jurídicos tutelados pela Lei de Segurança Nacional, não possuindo o condão de lesionar real ou potencialmente o Estado de Direito, o regime representativo e democrático, a soberania nacional ou a Federação e a integridade territorial.”.

Em 17 de março, a juíza já havia decidido suspender a investigação, sob o argumento de que o caso era competência da Polícia Federal.  

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