Gêmea presa por engano é solta com tornozeleira em Goiás

Confusão foi provocada pelas letras dos nomes das irmãs, já que uma chama Luciene e a outra Lucilene. Vítima do erro foi solta

atualizado

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1 de 1 pmgo - Foto: Divulgação/PMGO

Goiânia – Uma moradora da capital goiana foi presa confundida com a irmã gêmea, condenada pela Justiça, em Goiás. O erro foi provocado pelo acréscimo de uma letra do nome alvo do mandado de prisão. A vítima, chamada Lucilene, foi confundida com Luciene, a verdadeira condenada pela Justiça.

Por conta do engano, a mulher inocente passou dois dias na penitenciária de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana de Goiânia. A mulher foi detida na sexta-feira (20/3) e liberada no sábado (21/3), no entanto, com o uso de tornozeleira eletrônica.

A soltura aconteceu após pedido do Ministério Público à Justiça, válido até o caso ser averiguado no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), onde corre a ação.

Condenação da irmã

O mandado de prisão do qual Lucilene foi alvo foi expedido pela Justiça Federal do Tocantins em Gurupi e se refere a uma condenação definitiva da sua irmã gêmea a 18 anos de prisão por extorsão mediante sequestro e associação criminosa.

De acordo com a defesa da vítima, a cliente foi presa por policiais militares em casa, na sexta-feira (20), por volta das 15h, enquanto se preparava para sair para o trabalho. Ela atua na área de bufês de eventos e por causa do erro perdeu um serviço que prestaria durante o MotoGP.

Ainda segundo da defesa da vítima, os sobrenomes das irmãs serão mantidos em sigilo, para preservar a identidade das mulheres.

Em nota, a Polícia Militar do Estado de Goiás informou que o cumprimento de mandados de prisão é realizado em estrita observância à legislação e aos protocolos operacionais da corporação.

Erro de digitação

Embora no alto do mandado de prisão os dados de Lucilene fossem realmente os dela, como o nome completo, data de nascimento e filiação, na síntese do documento, em que havia mais detalhes do caso, o nome que aparecia era o correto, da irmã gêmea.

Segundo os advogados da vítima, provavelmente houve um erro na redação foi do próprio juiz que expediu o mandado. Contudo, a defesa aponta que o problema está relacionado a uma sucessão de erros.

Além dos policiais militares prenderem a pessoa errada, Lucilene foi levada para a Central de Flagrantes da Polícia Civil de Goiás, sendo que, na verdade, ela deveria ter sido levada para a delegacia da Polícia Federal, na capital goiana. A Civil, por sua vez, a encaminhou para a Casa de Prisão Provisória, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.

Na audiência de custódia, a juíza de plantão Letícia Silva Carneiro de Oliveira, do Tribunal de Justiça de Goiás, reconheceu o erro e determinou que Lucilene fosse solta. O próprio Ministério Público de Goiás também foi favorável à soltura.

Ainda conforme a defesa, a mulher está profundamente abalada tanto pela questão de ter sido presa quanto ter perdido os eventos, ter sido desmoralizada. Além dos prejuízos psicológicos e pessoais, a defesa alega que o erro também causou grandes prejuízos financeiros.

 

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