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Brasil

G20 chega a consensos mesmo com Milei resistente a bandeiras de Lula

Presidente argentino assinou de última hora comunicado final do G20 e Aliança Global Contra a Fome proposta por Lula

19/11/2024 02:00, atualizado 19/11/2024 06:57
Reprodução
Lula e Milei se cumprimentam no G20 -- Metrópoles

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começa o segundo e último dia da Cúpula de Líderes do G20, no Rio de Janeiro, com vitória parcial. O governo argentino, comandado por Javier Milei, aceitou assinar a Declaração de Líderes e a Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, apesar de se opor a pautas do governo brasileiro.

Lula defende taxação de 2% dos super-ricos, pessoas que declaram ter mais de US$ 1 bilhão. Isso representa apenas 100 pessoas na América Latina, por exemplo, mas seria um ganho de mais de US$ 40 bilhões por ano para o Brasil investir em políticas públicas contra a desigualdade e para uma transição energética. “(A fome) é produto de decisões políticas, que perpetuam a exclusão de grande parte da humanidade”, disse Lula em seu discurso, na segunda-feira (18/11).

Em contrapartida, Milei deu declaração pouco aplaudida ao dizer que o capitalismo seria a única ferramenta para acabar com a fome, a pobreza e a miséria no mundo.

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Milei é pessoalmente contra a taxação dos super-ricos. Além disso, já se manifestou anteriormente contra textos de documentos da ONU que colocam a igualdade de gênero como um objetivo a ser alcançado pelas nações.

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante lançamento da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e 1ª Sessão da Reunião de Líderes do G20: Combate à Fome e à Pobreza
Presidente da França, Emmanuel Macron, e a primeira-dama Brigitte Macron
Javier Milei, presidente da Argentina
Presidente recebeu chefes de Estado hoje no G20
Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores
Milei e Lula
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Milei e Lula

Ricardo Stuckert/PR
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante lançamento da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e 1ª Sessão da Reunião de Líderes do G20: Combate à Fome e à Pobreza
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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante lançamento da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e 1ª Sessão da Reunião de Líderes do G20: Combate à Fome e à Pobreza

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Presidente da França, Emmanuel Macron, e a primeira-dama Brigitte Macron
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Javier Milei, presidente da Argentina
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Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores
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Alex Ferro/G20
Chanceler da Rússia, Sergey Lavrov substitui o presidente Putin no G20
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Chanceler da Rússia, Sergey Lavrov substitui o presidente Putin no G20

Alex Ferro/G20

Mudança na presidência

Já são 82 países que aderiram à Aliança Global, contando com a Argentina. Lula lidera a iniciativa e está alinhado com o chefe de Estado da África do Sul, Cyril Ramaphosa, próximo presidente do grupo.

O G20 reúne as 19 maiores economias do mundo, mais a União Europeia e a União Africana.

Lula e Ramaphosa passaram a segunda-feira em reuniões. As duas principais pautas foram as maneiras de financiar a preservação ambiental e a taxação dos super-ricos.

Durante o encerramento do G20, vai acontecer a cerimônia de transmissão da presidência do Brasil para a África do Sul. Na sequência, está programado almoço para os líderes. Por fim, Lula ainda deve participar de reuniões bilaterais.

O presidente chinês, Xi Jinping, continuará no Brasil mesmo após o encerramento da Cúpula. Ele vai se encontrar com Lula em Brasília (DF).

Texto final e guerras

Entre os pontos que mais geraram discordância para o texto final do G20 estão as guerras na Ucrânia e em Israel.

Os dois casos acabaram entrando na redação final da Declaração de Líderes, mas sem um posicionamento objetivo sobre as ações militares da Rússia e de Israel.

A carta final saúda todas as iniciativas construtivas que apoiam paz abrangente. Além disso, defendeu a existência de um estado palestino ao lado do estado de Israel e citou os sofrimentos e impactos negativos causados pelos dois conflitos.