Funcionários do motel depõem no caso do possível estupro de MC Maylon

Funkeiro acusa Anderson Leonardo de abuso sexual. Cantor confirma a relação na madrugada do dia 11 de dezembro, mas diz que foi "consensual"

atualizado 09/02/2021 17:40

Delegado Reginaldo GuilhermeAline Massuca/Metrópoles

Rio de Janeiro – O gerente e quatro funcionários do motel onde Maylon Douglas Pinto de Nascimento Adão e Anderson Leonardo tiveram um encontro na noite do dia 11 de dezembro de 2020 prestaram depoimento ao delegado Reginaldo Guilherme, na 33a DP (Realengo), na tarde desta terça-feira (3/2).

Eles afirmaram que só identificaram que o cliente era o cantor Anderson Leonardo, vocalista do grupo Molejo, após consulta aos registros das placas dos carros que foram estacionados no interior do estabelecimento na noite do dia 11 de dezembro.

Os funcionários informaram também que não há imagens de circuito interno de segurança disponíveis comprovando a presença do cantor e de MC Maylon. A polícia, agora, está buscando imagens de câmeras que tenham registrado a saída dos dois, equipamentos que estariam do lado de fora do motel.

Nesta quarta-feira (10/2), será ouvida pela polícia Raíssa, irmã de Anderson Leonardo, com quem Maylon esteve na noite do mesmo dia 11, em um show do grupo Molejo. A ideia dos investigadores é estabelecer ligação entre o fato ocorrido com a saída com a irmã do cantor (por ter sido atacado e não ter falado com ela sobre o assunto).

O delegado não descarta uma possível acareação entre MC Maylon e Anderson.

Outro elemento que a polícia ainda busca é o boletim de atendimento médico feito, a partir dos exames realizados pelo MC Maylon, que só foi feito um mês e cinco dias após a data em que o estupro teria acontecido. Maylon foi atendido no Hospital Municipal Pedro II.

Segundo o delegado Reginaldo Guilherme, chama a atenção o fato de nenhum funcionário do motel, ao vistoriar o quarto antes de liberar a saída dos frequentadores, não ter encontrado vestígios de sangue ou qualquer outro indício de que tenha havido violência no local.

Flávio Galdino, gestor do motel em Sulacap, garante que cumpre todos os protocolos de segurança rígidos. E que, somente após a divulgação dos fatos, é que o garçom que atendeu o quarto contou ter reconhecido Anderson Leonardo no dia do atendimento. “Nesse dia (11 de dezembro) não houve nada fora da normalidade”, disse.

Entenda o caso

O funkeiro e dançarino Maylon Douglas Pinto de Nascimento Adão, o MC Maylon, de 21 anos, acusa Anderson Leonardo, vocalista da banda de pagode Molejo, de estupro. O crime teria acontecido na madrugada do dia 11 de dezembro do ano passado em um motel em Sulacap, zona oeste do Rio de Janeiro.

Segundo MC Maylon, Anderson Leonardo teria forçado o funkeiro a ter relações sexuais com ele. A ocorrência policial foi registrada na 33a DP (Realengo). O pagodeiro nega as acusações, admite que houve sexo com MC Maylon, mas “tudo consensual”.

MC Maylon entregou para a polícia uma cueca e o sabonete usados por ele no dia do suposto estupro. Um exame de DNA foi feito no material biológico encontrado na cueca usada pelo dançarino e confirmou esperma de Anderson Leonardo.

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