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Fuga no Acre: governo pede ajuda da Abin e PF nas investigações

Presos escaparam nesta segunda por um buraco na parede da cela. Eles escaparam um dia após a debandada na fronteira do Brasil com o Paraguai

Otávio Augusto20/01/2020 11:23, atualizado 20/01/2020 11:43
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Governo do Acre/Divulgação
Fuga no Acre: governo pede ajuda da Abin e PF nas investigações

A Secretaria de  Justiça e Segurança Pública do Acre pediu ajuda da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para apurar a fuga de quase 30 detentos a unidade penitenciária Francisco d’Oliveira Conde. O fugitivos, segundo apuração da Justiça local, seriam ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Os presos escaparam nesta segunda-feira (20/01/2020) por um buraco na parede da cela. Eles escaparam um dia após a debandada na Penitenciária Pedro Juan Cabellero, na fronteira do Brasil com o Paraguai.

Segundo o governo acriano,  houve reforço das barreiras policiais na capital e municípios com o apoio da Polícia Rodoviária Federal e do Exército Brasileiro.

De acordo com a secretaria de segurança do estado, os detentos fizeram um buraco na parede da cela e com lençóis, confeccionaram cordas escapando pela muralha.

“A Polícia Federal foi acionada para [fornecer] apoio com equipes de inteligência para avaliação das circunstâncias de fuga, bem como o apoio de fiscalizações em aeroportos”, explica o governo, em nota.

As autoridades determinaram revistas em todos os presídios do estado para evitar novas fugas. “Corregedores da Polícia Militar e Polícia Penal instaurarão apuração imediata de eventuais responsabilidades pela fuga no aspecto administrativo”, destaca o texto.

Fuga no Paraguai
Integrantes da facção criminosa PCC fugiram do Presídio de Pedro Juan Caballero, na fronteira entre o Paraguai e o Brasil, durante a madrugada desse domingo.

Os detentos escaparam da unidade por um túnel. Eles conseguiram, praticamente, esvaziar o pavilhão B, destinado aos presos do grupo. A distância entre o túnel e a guarita mais próxima é de apenas 25 metros, onde deveria estar ao menos um guarda de cela.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou que as autoridades brasileiras estão colaborando com a identificação e a captura dos fugitivos.

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