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Forças de segurança realizam, neste sábado (9/6), operação em uma das principais favelas da América Latina, a Rocinha, e outras três comunidades da zona sul do Rio de Janeiro. Militares do Exército, a Polícia Federal e as polícias fluminenses fazem ação conjunta de combate aos constantes tiroteios que têm ocorrido nesses locais desde o ano passado.

Dezesseis pessoas foram presas até o início da tarde. Entre os detidos está Ronaldo Azevedo Oliveira da Cunha, acusado de matar um policial militar em 2012. Também acabaram apreendidas drogas e munições. Moradores ficaram assustados, uma vez que vários tiroteios foram registrados.

A operação mobilizou agentes nas comunidades Vidigal, Chácara do Céu e Parque da Cidade, além da Rocinha — nesta, é a primeira atuação das Forças Armadas desde a intervenção militar no Rio, iniciada em fevereiro. Houve rajadas de tiros seguidas de pânico e correria na Rocinha, onde vivem, pelo menos, 69 mil pessoas.

A ação tem objetivo de prender procurados, derrubar barricadas erguidas por traficantes e revistar pedestres e veículos. Pela primeira vez, policiais federais participam da operação. Eles cumprem mandados relacionados a investigações e não estão subordinados ao Comando Conjunto da intervenção.

Soldados e militares foram recebidos a tiros no início da manhã. Por volta das 6h, eles entraram nas favelas com apoio de veículos blindados de transporte de tropas e helicópteros. A ação causou fechamento de vias na região. Entre elas, a estrada Lagoa-Barra, uma das mais importantes da capital fluminense. Além disso, a operação alterou a rotina da população. Principalmente, de quem deveria ir ao trabalho.

Ao notar a chegada dos policiais, traficantes do Comando Vermelho soltaram fogos de artifício para avisar os comparsas sobre a operação. Eles também atiraram do alto do morro contra as forças de segurança.

“Algumas vias na região poderão ser interditadas e setores do espaço aéreo poderão ser controlados, oportunamente, com restrições dinâmicas para aeronaves civis. Não há interferência nas operações dos aeroportos”, informou o Comando, afirmando que a operação vai beneficiar, direta e indiretamente, 120 mil moradores de comunidades.

Outra ação

A operação ocorre simultaneamente à ocupação da favela da Cidade de Deus, na zona oeste da cidade, iniciada nessa quinta (7). O Comando Conjunto afirmou que o efetivo total das ações é de 4,6 mil militares e mais de 700 policiais.

Na sexta (8), o bondinho do Pão de Açúcar ficou parado por causa de tiroteio entre policiais e criminosos no bairro da Urca, na zona sul. Crianças do Espaço de Desenvolvimento Infantil Gabriela Mistral, se preparavam para um passeio no veículo e ficaram trancadas dentro das salas de aula.

Essa foi a primeira vez que o teleférico, inaugurado em 1912, deixou de circular pela violência. Um grupo de cerca de 100 pessoas, incluindo dezenas de crianças, ficou isolado no Morro do Pão de Açúcar. O Aeroporto Santos Dumont, no centro, também foi fechado por 15 minutos, porque a Urca fica na rota de pouso e decolagem. (Com informações do UOL e Agência Estado)
 

 

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