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Eleições 2026Brasil

"Foi o Flávio Bolsonaro": Nunes Marques suspende jingle usado por Lula

Propaganda foi veiculada de 28 a 31 de agosto de 2026, em sete oportunidades por quatro emissoras

26/09/2026 23:15
Arte Metrópoles
Imagem colorida mostra Lula e Flávio - Metrópoles

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, suspendeu, neste sábado (26/9), um jingle da campanha do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A peça publicitária associa o senador Flávio Bolsonaro (PL) à compra de imóveis em dinheiro vivo, um esquema de rachadinha e também ao caso do Banco Master.

“Quem pediu Daniel Vorcaro R$ 61 milhões pra fazer o filme do pai? Foi o Flávio Bolsonaro. Quem teve vários depósitos em dinheiro na loja de chocolate? Foi o Flávio Bolsonaro. Quem é acusado de comandar o esquema de ‘rachadinha’ no gabinete do Flávio? É o Queiroz, amigo do Flávio”, diz trecho da propaganda com ataques a Flávio.

Nunes Marques entendeu haver desinformação no conteúdo da campanha petista porque ela conteria “descontextualização grave”.

“A controvérsia gravita em torno da eventual desqualificação da honra do representante e da possível  descontextualização grave das afirmações veiculadas”, pontua o presidente do TSE em parte da decisão.

A propaganda eleitoral de Lula também questiona uma homenagem prestada por Flávio Bolsonaro a Adriano da Nóbrega, um ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) que se tornou uma das lideranças do crime organizado no Rio de Janeiro.

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“Quem homenageou o miliciano Adriano da Nóbrega com a medalha? Foi o Flávio Bolsonaro. Quem comprou pelo menos 51 imóveis em dinheiro vivo?”, menciona a propaganda.

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Ao deferir o pedido liminar que suspende a propaganda contra Flávio Bolsonaro, Nunes Marques pontua que a decisão vale até o eventual julgamento do pedido.

“Ante o exposto, defiro o pedido liminar para suspender a veiculação da inserção e do programa de rádio impugnados (‘Foi o Flávio Bolsonaro’), até o julgamento do pedido principal desta representação”, escreveu Nunes Marques.

A propaganda de rádio e TV suspensa foi veiculada de 28 a 31 de agosto de 2026, em sete oportunidades por quatro emissoras.