“Fogo começou na roda”, diz caminhoneiro que viu início de explosão
Motorista Paulo Henrique Pinto Coelho conta que viu o fogo se alastrar e decidiu correr com o filho para se proteger de impacto
atualizado
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São Paulo – O caminhoneiro Paulo Henrique Pinto Coelho, de 36 anos, presenciou a explosão de um caminhão em um posto de combustível em Rio Claro, no interior de São Paulo, na quarta-feira (30/6).
Em entrevista ao Metrópoles, ele relata que o fogo começou em uma das rodas do veículo. Coelho foi avisado pelo filho, de 12 anos, do início do incêndio que, até o momento, já causou a morte de uma vítima.
Ele estava no local para abastecer. “Meu filho disse [que o caminhão] estava pegando fogo. Achei que era o meu caminhão, mas ele apontou [para a direção do incêndio]. O fogo começou em uma das rodas”, conta.
Até o fim da manhã desta quinta (1), o acidente já resultou uma morte. Há ainda outra vítima em estado grave, além de 13 pessoas com ferimentos leves.
De acordo com peritos da Polícia Científica de Rio Claro, ainda é cedo para dizer qual foi a origem do incêndio. Os especialistas trabalham com a hipótese de que a explosão foi causada por algum produto químico de origem ainda desconhecida. O laudo preliminar deve sair em até 10 dias.
“A primeira informação que temos é de fertilizante químico. Mas ainda estamos coletando algumas coisas, principalmente na área da cratera”, disse a perita criminal Suellen Villas-Boas, presente no local da explosão.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o impacto da explosão foi sentido em um raio de 15 km.
O fogo atingiu 10 caminhões, o restaurante e a loja de conveniência, mas sem se alastrar pelas bombas de combustível, aponta a Defesa Civil.
Casas no entorno tiveram vidros quebrados, de acordo com relatos de moradores.
Correu para salvar a vida
Coelho tentou correr para se distanciar do posto de combustível quando viu as chamas aumentarem.
O parabrisa do caminhão de Coelho estilhaçou. Mas ele e filho saíram ilesos do episódio. “O risco maior era o fogo alastrar até as bombas de tanque. Poderia ter acontecido uma tragédia maior”, afirma.















