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Focus: mercado mantém projeção da inflação em 3,91% e reduz a da Selic

Analistas do mercado financeiro consultados pelo BC mantiveram a estimativa de inflação em 2026 em 3,91%, abaixo do teto da meta

atualizado

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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Fachada do Banco Central do Brasil
1 de 1 Fachada do Banco Central do Brasil - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Os analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) mantiveram a estimativa de inflação em 3,91 %, em 2026, ou seja, abaixo do teto da meta. Houve redução da projeção da Selic para 12% ao ano. É o que mostra a nova edição do Relatório Focus, divulgada nesta segunda-feira (2/3).

De acordo com o relatório, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, deve terminar este ano em  3,91% mesmo índice da semana anterior. Em relação ao PIB de 2026, a projeção foi mantida em 1,82%.

Segundo o Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para este ano é de 3%. Como há intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, a meta será cumprida se ficar entre 1,5% e 4,5%.

Inflação abaixo do teto da meta

Os preços de bens e serviços do país avançaram 0,33% em janeiro deste ano, com isto, o índice está em 4,44% nos últimos 12 meses. Em 2025, a inflação acumulou alta de 4,26% – valor que ultrapassou o centro da meta, mas permaneceu abaixo do teto.

Para 2027, o índice esperado foi reduzido de 3,80% para 3,79%.

PIB

Segundo o Focus, o PIB do Brasil para 2026 deve ter crescimento de 18,2%, índice igual à projeção da semana passada.

Para 2027, a previsão de crescimento da economia foi mantida em 1,80%. Para 2028, a estimativa foi mantida em 2%.

Em 2024, o PIB brasileiro fechou em alta de 3,4%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados de 2025 ainda não foram divulgados.

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) espera um crescimento do PIB na casa de 1,6% em 2026, mesmo patamar previsto pelo BC.

O Ministério da Fazenda acredita em um avanço de 2,3% na economia em 2026.

Selic

Em relação à taxa básica de juros da economia, a Selic, o mercado financeiro reduziu a estimativa para o fim de 2026 de 12,13% para 12% ao ano.

Para 2027, a projeção foi mantida em 10,50% ao ano. Para 2028, o mercado manteve estimativa para a Selic de em 10% ao ano.

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), no fim de janeiro, a Selic foi mantida em 15%. A próxima reunião do colegiado está marcada para 17 e 18 de março.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para controlar a inflação. A Selic é utilizada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia.

Dólar

Os analistas consultados pelo BC reduziram a projeção para o dólar em 2026 de R$ 5,45 para R$ 5,42.

Para 2027, a estimativa foi mantida em R$ 5,50.

Para 2028, o mercado manteve a projeção em R$ 5,50.

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