Bolsonaro não tem previsão de alta hospitalar, diz Flávio
Jair Bolsonaro foi hospitalizado após crise de vômitos e episódios de calafrios. Ex-presidente cumpre pena na Papudinha
atualizado
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) afirmou, nesta sexta-feira (13/3), que o pai dele, Jair Bolsonaro, não tem previsão de alta hospitalar. O ex-presidente, que cumpre pena na Papudinha, foi levado para o Hospital DF Star com crise de vômitos.
A declaração foi dada na saída do Hospital DF Star, em Brasília, onde Jair Bolsonaro esteve internado. Segundo o filho, o ex-presidente teve calafrios e crises de vômitos após acordar nesta sexta.
Segundo Flávio, os médicos que atenderam o ex-presidente falaram que o episódio desta sexta-feira foi o mais grave. “Dessa vez foi a pior vez que ele se internou aqui, sobre líquido no pulmão. É perigosíssimo, pode se alastrar para uma grande infecção”, disse.
Com o episódio, Flávio voltou a pedir que o pai seja transferido para prisão domiciliar. “Estão brincando com a vida do meu pai. Não dá mais para ficar com essa postura de que isso aqui é algum tipo de frescura ou ficar com paranoia de que ele pode fugir”, disse.
Confira a chegada de Bolsonaro ao hospital:
O mal-estar teria se iniciado ainda na madrugada, e uma equipe médica de plantão, sob supervisão de Secretaria de Saúde do DF, optou por transferi-lo ao hospital. A transferência foi feita pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
O ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses na Papudinha, presídio localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, desde 15 de janeiro.
A transferência desta sexta foi informada por Flávio Bolsonaro. Pouco antes das 8h. em post nas redes sociais, o filho mais velho do ex-presidente escreveu que o pai estava a caminho do hospital.
Saúde de Bolsonaro
Bolsonaro trata complicações intestinais desde 2018, em decorrência de uma facada que sofreu durante a campanha eleitoral, que o levou à realização de diversos procedimentos cirúrgicos. Na Papudinha, o ex-presidente conta com apoio de uma equipe médica.
Em 5 de março, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou, por unanimidade, o pedido da defesa para transferir o ex-presidente para prisão domiciliar.
A defesa alegou “existência de risco de vida e incompatibilidade entre o ambiente carcerário e o rigor das terapias contínuas exigidas” por Bolsonaro. O colegiado, contudo, afastou as afirmações.
“As condições e adaptações específicas da unidade prisional atendem, integralmente, as necessidades do condenado, com a possibilidade e efetiva realização de serviços médicos contínuos, com múltiplos atendimentos diários, realização de sessões de fisioterapia”, alegou Alexandre de Moraes, relator do caso, em seu voto ao negar o pedido.












