
Flávio reforça agenda no Sudeste antes do 1º turno após passar por Nordeste
Região reúne 42% do eleitorado e pesquisas mostram crescimento do senador nesses estados. Campanha mira SP, MG e RJ até 4 de outubro

Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) apostam nos números do Sudeste para melhorar o resultado nas eleições. Pesquisas divulgadas nas últimas semanas mostram o candidato ampliando a vantagem sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na região, e a campanha já projeta concentrar ali boa parte da agenda até o fim do primeiro turno.
A aposta tem um motivo: cerca de 42% dos eleitores do país estão no Sudeste. A região também reúne os três maiores colégios eleitorais: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Segundo membros da campanha de Flávio, a mudança na agenda deve ganhar força na próxima semana. Antes, o senador deve ir a Santa Catarina no sábado (19/9) e concluir o giro pelo Nordeste, com compromissos no Rio Grande do Norte, na segunda-feira (21/9), e no Maranhão, na terça (22/9).
Depois dessa rodada, o grosso das agendas do candidato deve ficar concentrado nos estados com maior número de eleitores até o primeiro turno, em 4 de outubro. A intenção é aproveitar as viagens também para dividir palanque com aliados que têm força própria nesses locais.
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Ver todasEm São Paulo, a equipe de Flávio espera contar com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB). Em Minas, um dos nomes com quem a campanha pretende explorar agendas conjuntas é o deputado federal Nikolas Ferreira (PL).
No Rio, berço político da família Bolsonaro, aliados esperam uma participação maior do presidenciável na campanha de Douglas Ruas (PL) ao governo estadual. O candidato tenta chegar ao segundo turno contra Eduardo Paes (PSD).
Por que o Sudeste é estratégico para Flávio
- Região concentra 66,6 milhões de eleitores, cerca de 42% do eleitorado brasileiro.
- São Paulo é o maior colégio eleitoral do país; Minas ocupa a segunda posição e o Rio, a terceira.
- Campanha avalia que ainda precisa ampliar a vantagem na região para compensar dificuldades em outras áreas do país.
- Entorno de Flávio avaliar que há problemas de mobilização de eleitorado nesses estados.
Os levantamentos mais recentes colocam Flávio numericamente à frente de Lula no Sudeste. Na mais recente pesquisa Datafolha, divulgada na quinta-feira (17/9), Flávio Bolsonaro e Lula aparecem tecnicamente empatados no primeiro turno: o senador registra 37% das intenções de voto, e o petista, 34%.
Na simulação de segundo turno, o filho de Jair Bolsonaro (PL) aparece com 46%, contra 42% de Lula. A margem de erro é de três pontos percentuais.
Na última rodada da Quaest, divulgada nessa segunda-feira (14/9), o candidato do PL aparece com 35% no primeiro turno, contra 30% de Lula na região. Em eventual segundo turno, a diferença é maior: 47% a 31%. A margem de erro é de três pontos percentuais.
O Sudeste já recebia atenção da coordenação da campanha de Flávio antes dessas rodadas. Em agosto, o senador Rogério Marinho (PL-RN) comparou a situação do candidato com a de Jair Bolsonaro quatro anos antes e disse que o desempenho ainda estava abaixo do registrado pelo ex-presidente em 2022.
“Nós estamos numa situação um pouco pior do que estávamos em relação a 2022. É uma região que nós vamos ter um cuidado todo especial, até para que a população desta região, que é uma região que tem uma condição econômica diferente, possa de fato fazer a comparação do que ocorreu nos dois governos”, afirmou.
Naquela eleição, Jair Bolsonaro terminou à frente de Lula no conjunto do Sudeste nos dois turnos. Recebeu 47,6% dos votos válidos no primeiro, contra 42,6% do petista, e 54,3% no segundo, ante 45,7%. O ex-presidente venceu em São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Lula ficou à frente em Minas Gerais.











