
Flávio e Lula fecham campanha levando multidões para atos no RJ e em SP. Siga no YouTube
Na véspera do 2º turno, candidatos participam de mobilizações no Rio, em São Paulo e em Belo Horizonte, ao lado de familiares e aliados

São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência, encerraram neste sábado (24/10) os últimos atos de campanha antes do segundo turno, marcado para domingo (25/10).
Lula encerrou a campanha em busca do quarto mandato em uma caminhada na Avenida Paulista, em São Paulo. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL) finalizou a primeira disputa à Presidência em um ato na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Lula participou de uma caminhada em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, pela manhã, e encerrou os atos de campanha à tarde, na Avenida Paulista, em São Paulo.
Flávio, por sua vez, participou de uma motociata e depois de um bloco em Belo Horizonte (MG) pela manhã e finalizou a programação com uma mobilização na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, durante a tarde.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAs manifestações ocorrem na véspera da votação que definirá o próximo presidente da República. No primeiro turno, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A reta final da campanha foi marcada pelos esforços dos dois candidatos para mobilizar eleitores e conquistar votos antes do segundo turno, marcado para este domingo (25/10).

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Ver todasLula encerra campanha na Avenida Paulista
Lula encerrou a campanha de rua neste sábado (24/10) com um ato na Avenida Paulista, em São Paulo. O presidente participou de uma caminhada em carro aberto ao lado da primeira-dama, Janja da Silva, e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Também acompanharam a mobilização os ex-ministros Fernando Haddad (PT) e Simone Tebet (PSB).
Antes da chegada do petista, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet falaram aos apoiadores. Outros integrantes do governo também estiveram presentes, entre eles Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência; Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; Dario Durigan, ministro da Fazenda; e Márcio França, ministro do Empreendedorismo.
A organização informou que o público ocupou 14 quarteirões da Avenida Paulista. Até a publicação desta reportagem, não havia uma estimativa oficial de participantes divulgada pelas autoridades públicas.
O ato também foi marcado por questões de segurança e organização. A campanha de Lula afirmou que o Metrô de São Paulo interrompeu a instalação de tapumes que seriam usados para proteger as entradas das estações Consolação e Trianon-Masp. Segundo o PT, cerca de 70% da estrutura havia sido instalada na noite de sexta-feira (23/10), após um acordo com representantes do Metrô e da Polícia Militar.
A companhia informou que adotaria medidas próprias de proteção, incluindo o uso de gradis. A campanha também solicitou que policiais militares mantivessem as câmeras corporais ligadas durante a manifestação.
Durante o ato, Lula voltou a criticar Flávio Bolsonaro e afirmou que nunca havia imaginado disputar uma eleição presidencial com alguém que classificou como “mentiroso, miliciano e desqualificado”.
O presidente também citou o caso de Ana Clara, menina de cinco anos morta por um tiro de fuzil em 2021, no Rio de Janeiro. Flávio, que é advogado, defendeu o policial acusado de efetuar os disparos que atingiram a criança. Lula mencionou o episódio para questionar as posições do adversário.
O petista afirmou ainda que a campanha trabalhou para convencer eleitores indecisos, pessoas que anularam o voto no primeiro turno e aquelas que não compareceram às urnas.
Flávio encerra campanha com ato na Barra da Tijuca
Flávio Bolsonaro encerrou a campanha de rua neste sábado com uma mobilização na Praça do Ó, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O ato, chamado de “Bloco do 22”, reuniu apoiadores e contou com um trio elétrico que percorreu a região.
O candidato chegou ao local por volta das 16h e foi recebido por apoiadores que pediam fotos e autógrafos. O trio começou a circular às 16h17, após a execução do Hino Nacional. Ao longo do percurso, foram reproduzidos jingles de campanha e músicas com críticas ao PT.
Ao lado de Flávio estavam a esposa, Fernanda Bolsonaro, e a coordenadora econômica de campanha, Daniella Marques. Também participaram da mobilização o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara, e Deltan Dallagnol (Novo), ex-procurador da Lava Jato e senador eleito.
O “Bloco do 22” é uma iniciativa associada ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que percorreu diferentes cidades durante o segundo turno. A proposta é mobilizar apoiadores do bolsonarismo na reta final da campanha.
Em comunicado à imprensa, a assessoria do candidato classificou a campanha como uma “jornada histórica”. O texto relacionou o encerramento à indicação feita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do senador, em dezembro de 2025. A campanha também apresentou a mobilização como uma homenagem ao ex-presidente.
A programação previa que o trajeto passasse pela região do condomínio onde Jair Bolsonaro tem casa, na Barra da Tijuca. Não havia uma contagem oficial de público para o ato carioca. A cobertura descreveu a presença de milhares de apoiadores, sem apresentar um número fechado de participantes.
No primeiro turno, Flávio recebeu 53,01% dos votos válidos no estado do Rio de Janeiro, contra 39,41% de Lula. Foram 4.966.844 votos para o senador e 3.693.021 para o presidente. O estado teve abstenção de 23,32%.
Lula no RJ
Pela manhã, Lula participou de uma caminhada em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. A concentração começou às 9h, no posto 5 da praia. O presidente esteve acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva, da deputada federal Benedita da Silva (PT), do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), do prefeito da capital fluminense, Eduardo Cavaliere (PSD), e do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT).
Durante a caminhada, Lula criticou o adversário e afirmou que o nível da campanha havia sido baixo. O presidente comparou a disputa atual com eleições anteriores das quais participou, citando nomes como Ulysses Guimarães, Leonel Brizola, Fernando Henrique Cardoso e Mário Covas.
“Dessa vez, eu tive que disputar eleição com uma pessoa que não é uma pessoa, é uma mentira. Nunca vi ninguém com a desfaçatez e com nenhum compromisso com a verdade como o meu adversário”, afirmou.
Em outro momento, Lula associou o senador à milícia e disse que o país correria riscos caso ele chegasse à Presidência.
Flávio em BH
Pela manhã, Flávio participou de uma mobilização em Belo Horizonte (MG). O candidato esteve em um ato na Praça do Papa e, em seguida, acompanhou uma motociata até a Praça da Liberdade.
O senador chegou à região por volta das 11h40 e seguiu em um trio elétrico. Entre os aliados presentes estavam Nikolas Ferreira, o governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo).
Nikolas conduziu parte do evento e afirmou que, por ser o último dia de campanha, não haveria discursos. No lugar das falas, foram reproduzidas músicas, entre elas “Tchau, Tchau PT”, acompanhadas de provocações ao partido do presidente.
Flávio deixou o local no início da tarde sem discursar nem falar com a imprensa. A mobilização em Minas antecedeu o ato final na Barra da Tijuca.
Campanha termina na véspera do segundo turno
O sábado foi o último dia permitido para a realização de caminhadas, passeatas, carreatas, distribuição de material gráfico e circulação de carros de som. De acordo com as regras eleitorais, essas atividades poderiam ocorrer até as 22h.
No domingo (25/10), os eleitores escolherão entre Lula e Flávio Bolsonaro para a Presidência da República.
Lula votará em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, e acompanhará a apuração em São Paulo.
Flávio votará na capital fluminense e seguirá para Brasília, onde pretende acompanhar a contagem dos votos ao lado de familiares e aliados.
























