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Eleições 2026Brasil

Flávio e Lula fecham campanha levando multidões para atos no RJ e em SP. Siga no YouTube

Na véspera do 2º turno, candidatos participam de mobilizações no Rio, em São Paulo e em Belo Horizonte, ao lado de familiares e aliados

Charles Vieira/Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro + Jessica Bernardo/Metrópoles
Flávio e Lula em último ato de campanha

São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência, encerraram neste sábado (24/10) os últimos atos de campanha antes do segundo turno, marcado para domingo (25/10).

Lula encerrou a campanha em busca do quarto mandato em uma caminhada na Avenida Paulista, em São Paulo. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL) finalizou a primeira disputa à Presidência em um ato na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Lula participou de uma caminhada em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, pela manhã, e encerrou os atos de campanha à tarde, na Avenida Paulista, em São Paulo.

Flávio, por sua vez, participou de uma motociata e depois de um bloco em Belo Horizonte (MG) pela manhã e finalizou a programação com uma mobilização na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, durante a tarde.

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As manifestações ocorrem na véspera da votação que definirá o próximo presidente da República. No primeiro turno, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A reta final da campanha foi marcada pelos esforços dos dois candidatos para mobilizar eleitores e conquistar votos antes do segundo turno, marcado para este domingo (25/10).

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Lula encerra campanha na Avenida Paulista

Lula encerrou a campanha de rua neste sábado (24/10) com um ato na Avenida Paulista, em São Paulo. O presidente participou de uma caminhada em carro aberto ao lado da primeira-dama, Janja da Silva, e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Também acompanharam a mobilização os ex-ministros Fernando Haddad (PT) e Simone Tebet (PSB).

Antes da chegada do petista, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet falaram aos apoiadores. Outros integrantes do governo também estiveram presentes, entre eles Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência; Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; Dario Durigan, ministro da Fazenda; e Márcio França, ministro do Empreendedorismo.

A organização informou que o público ocupou 14 quarteirões da Avenida Paulista. Até a publicação desta reportagem, não havia uma estimativa oficial de participantes divulgada pelas autoridades públicas.

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Lula segura Constituição e Bandeira do Brasil enquanto canta o Hino na Paulista
Lula se aproxima de apoiadores na Avenida Paulista.
Lula cumprimenta apoiadores em último ato de campanha.
Apoiadores se emocionam ao ver Lula na Avenida Paulista.
Apoiadora sobe em poste para ver Lula na Avenida Paulista
Lula empunha bandeira do Brasil durante hino nacional.
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Lula empunha bandeira do Brasil durante hino nacional.

Jessica Bernardo/Metrópoles
Lula segura Constituição e Bandeira do Brasil enquanto canta o Hino na Paulista
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Lula segura Constituição e Bandeira do Brasil enquanto canta o Hino na Paulista

Reprodução
Lula se aproxima de apoiadores na Avenida Paulista.
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Lula se aproxima de apoiadores na Avenida Paulista.

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Lula cumprimenta apoiadores em último ato de campanha.
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Lula cumprimenta apoiadores em último ato de campanha.

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Apoiadores se emocionam ao ver Lula na Avenida Paulista.
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Apoiadores se emocionam ao ver Lula na Avenida Paulista.

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Apoiadora sobe em poste para ver Lula na Avenida Paulista
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Apoiadora sobe em poste para ver Lula na Avenida Paulista

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Lula sobe em caçamba e abandona trio elétrico no último ato de campanha na Avenida Paulista.
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Lula sobe em caçamba e abandona trio elétrico no último ato de campanha na Avenida Paulista.

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Apoiadora chora ao ver Lula de perto na Avenida Paulista.
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Apoiadora chora ao ver Lula de perto na Avenida Paulista.

Jessica Bernardo/Metrópoles

O ato também foi marcado por questões de segurança e organização. A campanha de Lula afirmou que o Metrô de São Paulo interrompeu a instalação de tapumes que seriam usados para proteger as entradas das estações Consolação e Trianon-Masp. Segundo o PT, cerca de 70% da estrutura havia sido instalada na noite de sexta-feira (23/10), após um acordo com representantes do Metrô e da Polícia Militar.

A companhia informou que adotaria medidas próprias de proteção, incluindo o uso de gradis. A campanha também solicitou que policiais militares mantivessem as câmeras corporais ligadas durante a manifestação.

Durante o ato, Lula voltou a criticar Flávio Bolsonaro e afirmou que nunca havia imaginado disputar uma eleição presidencial com alguém que classificou como “mentiroso, miliciano e desqualificado”.

O presidente também citou o caso de Ana Clara, menina de cinco anos morta por um tiro de fuzil em 2021, no Rio de Janeiro. Flávio, que é advogado, defendeu o policial acusado de efetuar os disparos que atingiram a criança. Lula mencionou o episódio para questionar as posições do adversário.

O petista afirmou ainda que a campanha trabalhou para convencer eleitores indecisos, pessoas que anularam o voto no primeiro turno e aquelas que não compareceram às urnas.

Flávio encerra campanha com ato na Barra da Tijuca

Flávio Bolsonaro encerrou a campanha de rua neste sábado com uma mobilização na Praça do Ó, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O ato, chamado de “Bloco do 22”, reuniu apoiadores e contou com um trio elétrico que percorreu a região.

O candidato chegou ao local por volta das 16h e foi recebido por apoiadores que pediam fotos e autógrafos. O trio começou a circular às 16h17, após a execução do Hino Nacional. Ao longo do percurso, foram reproduzidos jingles de campanha e músicas com críticas ao PT.

Ao lado de Flávio estavam a esposa, Fernanda Bolsonaro, e a coordenadora econômica de campanha, Daniella Marques. Também participaram da mobilização o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara, e Deltan Dallagnol (Novo), ex-procurador da Lava Jato e senador eleito.

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Charles Vieira/Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro
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O “Bloco do 22” é uma iniciativa associada ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que percorreu diferentes cidades durante o segundo turno. A proposta é mobilizar apoiadores do bolsonarismo na reta final da campanha.

Em comunicado à imprensa, a assessoria do candidato classificou a campanha como uma “jornada histórica”. O texto relacionou o encerramento à indicação feita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do senador, em dezembro de 2025. A campanha também apresentou a mobilização como uma homenagem ao ex-presidente.

A programação previa que o trajeto passasse pela região do condomínio onde Jair Bolsonaro tem casa, na Barra da Tijuca. Não havia uma contagem oficial de público para o ato carioca. A cobertura descreveu a presença de milhares de apoiadores, sem apresentar um número fechado de participantes.

No primeiro turno, Flávio recebeu 53,01% dos votos válidos no estado do Rio de Janeiro, contra 39,41% de Lula. Foram 4.966.844 votos para o senador e 3.693.021 para o presidente. O estado teve abstenção de 23,32%.

Lula no RJ

Pela manhã, Lula participou de uma caminhada em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. A concentração começou às 9h, no posto 5 da praia. O presidente esteve acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva, da deputada federal Benedita da Silva (PT), do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), do prefeito da capital fluminense, Eduardo Cavaliere (PSD), e do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT).

Durante a caminhada, Lula criticou o adversário e afirmou que o nível da campanha havia sido baixo. O presidente comparou a disputa atual com eleições anteriores das quais participou, citando nomes como Ulysses Guimarães, Leonel Brizola, Fernando Henrique Cardoso e Mário Covas.

“Dessa vez, eu tive que disputar eleição com uma pessoa que não é uma pessoa, é uma mentira. Nunca vi ninguém com a desfaçatez e com nenhum compromisso com a verdade como o meu adversário”, afirmou.

Em outro momento, Lula associou o senador à milícia e disse que o país correria riscos caso ele chegasse à Presidência.

Flávio em BH

Pela manhã, Flávio participou de uma mobilização em Belo Horizonte (MG). O candidato esteve em um ato na Praça do Papa e, em seguida, acompanhou uma motociata até a Praça da Liberdade.

O senador chegou à região por volta das 11h40 e seguiu em um trio elétrico. Entre os aliados presentes estavam Nikolas Ferreira, o governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo).

Nikolas conduziu parte do evento e afirmou que, por ser o último dia de campanha, não haveria discursos. No lugar das falas, foram reproduzidas músicas, entre elas “Tchau, Tchau PT”, acompanhadas de provocações ao partido do presidente.

Flávio deixou o local no início da tarde sem discursar nem falar com a imprensa. A mobilização em Minas antecedeu o ato final na Barra da Tijuca.

Campanha termina na véspera do segundo turno

O sábado foi o último dia permitido para a realização de caminhadas, passeatas, carreatas, distribuição de material gráfico e circulação de carros de som. De acordo com as regras eleitorais, essas atividades poderiam ocorrer até as 22h.

No domingo (25/10), os eleitores escolherão entre Lula e Flávio Bolsonaro para a Presidência da República.

Lula votará em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, e acompanhará a apuração em São Paulo.

Flávio votará na capital fluminense e seguirá para Brasília, onde pretende acompanhar a contagem dos votos ao lado de familiares e aliados.