Flávio cita Bolsonaro “angustiado” e cobra Paulinho por PL da Anistia
Relator do projeto de lei na Câmara, Paulinho da Força declarou que só o pautará se for sobre dosimetria. “Anistia está fora de questão”
atualizado
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobrou do deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), nesta terça-feira (9/12), a liberação do projeto de anistia (ou dosimetria) aos envolvidos no 8 de Janeiro. Flávio quer que o texto seja pautado logo na Câmara dos Deputados: “Palavra final não é dele”, disse o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que articula mudar no voto o texto do relator e conquistar anistia “ampla, geral e irrestrita”.
O senador e agora pré-candidato à Presidência falou após visitar o pai, ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília.
“Falei de novo com ele (Jair Bolsonaro) sobre anistia, é uma coisa que deixa ele bastante angustiado, porque o próprio Presidente Bolsonaro ouviu do Hugo Motta, ouviu do Davi Alcolumbre [presidentes da Câmara e do Senado] o compromisso de pautarem a anistia, e ele quer acreditar na palavra dos dois até o último momento. Isso tem que ser pautado este ano ainda. E o que a gente pediu para eles lá atrás, e que eles não estão cumprindo até agora, é que pautem”, declarou Flávio.
Paulinho, relator do PL da Dosimetria (antigo PL da Anistia), declarou ao Metrópoles na segunda (8/12) que a “anistia para Bolsonaro está fora de questão” e que seu texto apenas reduz penas dos condenados. Flávio criticou o relator, afirmando que Paulinho está “interditando o debate”.
O senador criticou o movimento da Câmara de mudar o foco do projeto de lei, de anistia para dosimetria, e a condição de Paulinho de só pautar o projeto se houver compromisso de que será dosimetria.
À reportagem do Metrópoles Paulinho afirmou que o Partido Liberal está colocando dificuldades no projeto de dosimetria. “Se eles não aceitam, não tem votação. Se eles aceitam o meu projeto, a minha proposta tá resolvida”, declarou o deputado.
Flávio ainda disse não estar preocupado com o que o Supremo Tribunal Federal (STF) venha a decidir sobre a questão da anistia ao pai: “Esse é um outro passo”. Ele afirmou que a competência para tratar de anistia é do Congresso Nacional, e cabe aos poderes respeitar, porque “não tem absolutamente nada de inconstitucional”.












