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Brasil

Fiocruz: nove estados estão com ocupação de UTIs em situação crítica

A unidade federativa com taxas mais preocupantes é o Distrito Federal, seguido de Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte

10/02/2022 16:24, atualizado 10/02/2022 17:46
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Leito infantil em hospital

Em nota técnica divulgada nesta quinta-feira (10/2), o Observatório Covid-19 da Fiocruz destaca que nove estados estão com ocupação de unidades de terapia intensiva (UTIs) em situação de alerta crítico, ou seja, com índice igual ou superior a 80%. O balanço abrange os dados referentes à última segunda-feira (7/2).

A unidade federativa com taxas mais preocupantes é o Distrito Federal, com 99% de ocupação dos leitos. Em seguida, há os estados de Mato Grosso do Sul, com 92%, Rio Grande do Norte (89%), Pernambuco (88%), Espírito Santo (87%), Piauí (87%), Mato Grosso (81%), Tocantins (81%) e Goiás (80%).

Em relação às capitais, há 15 cidades na zona de alerta crítico. No topo da lista, constam as cidades de Brasília (DF) e Campo Grande (MS), ambas com 99%. Em seguida, aparecem Goiânia (GO) e Porto Velho (RO), com ocupação das UTIs em 91%; Vitória (ES), com 89%; e Rio de Janeiro, com 86%.

Os cinco estados fora da zona de alerta são Amazonas, Roraima, Maranhão, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

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Leitos de Covid-19 no Distrito Federal
Área volta a ser usada para cuidados paliativos de pacientes gerais, depois de operar como UTI Covid, no HGG, em Goiânia, Goiás
Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, referência no tratamento de Covid-19 no Rio de Janeiro
Leitos de UTI na Paraíba
Internação de paciente com Covid em Goiânia
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Internação de paciente com Covid em Goiânia

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Leitos de Covid-19 no Distrito Federal
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Leitos de Covid-19 no Distrito Federal

Davidyson Damasceno/Agência IGESDF
Área volta a ser usada para cuidados paliativos de pacientes gerais, depois de operar como UTI Covid, no HGG, em Goiânia, Goiás
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Área volta a ser usada para cuidados paliativos de pacientes gerais, depois de operar como UTI Covid, no HGG, em Goiânia, Goiás

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, referência no tratamento de Covid-19 no Rio de Janeiro
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Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, referência no tratamento de Covid-19 no Rio de Janeiro

Aline Massuca/Metrópoles
Leitos de UTI na Paraíba
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Leitos de UTI na Paraíba

Reprodução/Secom-JP

No DF, sem vagas nas UTIs infantis

Nesta quinta-feira (10/2), a taxa de ocupação das UTIs pediátricas na rede pública do Distrito Federal atingiu 100%. Para adultos, o índice está em 97,80%. A lista de espera por UTIs na rede pública de saúde tem 41 pessoas com suspeita ou confirmação de infecção pelo novo coronavírus.

Os únicos leitos de UTI Covid-19 livres, neste momento, na rede pública são: quatro neonatais no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e dois adultos no Hospital Regional do Gama (HRG). Não há vagas em outras unidades públicas de saúde.

A rede privada está com taxa de ocupação de leito adulto em 80,69%. São 120 leitos de UTI Covid-19 preenchidos e 28 disponíveis. Os leitos pediátricos dos hospitais particulares também atingiram 100%, de acordo com a última atualização do sistema, às 19h55 de quarta-feira (9/2).

Com Ômicron, casos e internações disparam

Mais contagiosa, a variante Ômicron acelerou em 38,7% o contágio pela Covid-19 no país desde o fim do ano passado. De 30 de novembro passado – data em que o primeiro caso da variante foi confirmado no Brasil – até o último domingo (6/2), o número de contaminações passou de 22.100.158 para 26.486.759. Em 68 dias, o total de casos confirmados subiu 4.386.601.

Para efeitos de comparação, de 20 de novembro de 2020 a 6 de fevereiro do ano passado, o total de infecções notificadas cresceu 3.160.845. Os dados foram compilados pelo Metrópoles a partir de informações do Painel Rede CoVida, iniciativa conjunta do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs), ligado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Bahia, e da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Segundo a Fiocruz, a variante Ômicron, encontrada em todas as regiões do país, corresponde a 95,9% dos genomas sequenciados em janeiro de 2022 no Brasil. Em dezembro, o índice era de 39,4%.

Em alguns estados, porém, já há evidências de que os não vacinados são maioria entre os pacientes hospitalizados. No DF, por exemplo, 90% das pessoas internadas em janeiro não haviam recebido o imunizante contra a doença ou estavam com ciclo vacinal incompleto.

Em São Paulo, no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, hospital referência para o tratamento de Covid-19 no estado, 82% das mortes pela doença foram de pessoas que não estavam completamente vacinadas.

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