Fim da emergência em saúde pública requer análise, afirma Queiroga
Segundo ministro, governo deve desobrigar uso de máscaras e exigência de teste negativo de Covid-19 até o fim desta semana

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou, nesta quarta-feira (30/3), que é preciso realizar “uma série de análises” para decretar o fim da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin).
A ideia do órgão é encarar a crise da Covid-19 como uma endemia, com afrouxamento de medidas restritivas. As primeiras delas devem ser o fim da obrigatoriedade do uso de máscaras e a retirada da exigência de teste de Covid-19 para turistas vacinados que desejam entrar no Brasil.
Ao colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, Queiroga afirmou que as normas devem ser publicadas até o fim desta semana. Para acabar com a situação de emergência em saúde, no entanto, será preciso realizar mais análises.

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Frequência de envio: Diário
Ver todas“Apesar de ser um ato discricionário do ministro, depende de uma série de análises. A primeira, análise do cenário epidemiológico, que felizmente ruma para um controle maior. A segunda condição é a estrutura do nosso sistema hospitalar, da atenção primária à atenção especializada em saúde. Sobretudo das UTIs, porque os pacientes mais graves têm síndromes respiratórias agudas graves”, ressaltou Queiroga em coletiva de imprensa nesta quarta.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO ministro também disse que o governo aguarda a liberação de medicamentos para tratamento inicial da Covid. Nesta quarta, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avalia o uso do antiviral Paxlovid, fabricado pela Pfizer. O governo federal estuda a compra do medicamento junto à farmacêutica.
“Há novos medicamentos que já são usados em outros países e que já são analisados pela Anvisa. No estrito contexto de aprovação da Anvisa, serão analisados também pelo MS para que se verifique a oportunidade ou não de se incluir esses medicamentos [no rol do Sistema Único de Saúde]”, pontuou.
O ministro também afirmou que o fim da emergência em saúde afeta uma série de resoluções normativas em várias instâncias do governo federal. Por isso, a medida é analisada com cautela.
“Só na Anvisa, são 70 resoluções normativas em função da emergência sanitária. Aqui no MS são 170. O presidente me pediu prudência. Estamos procurando harmonizar as medidas que já estão sendo tomadas por estados e municípios”, ressaltou.
Até o fim desta semana, o ministério deve publicar novas medidas sobre o uso de máscaras e as regras para entrada de viajantes no Brasil. Na semana que vem, o órgão estuda publicar, em parceria com o Ministério do Trabalho, uma normativa sobre o uso de máscara nas repartições públicas e no trabalho.





















