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Brasil

Fazenda lamenta morte do ex-ministro Delfim Netto: "Referencial"

Antônio Delfim Netto, ex-ministro da Fazenda, da Agricultura e do Planejamento, morreu na madrugada desta segunda-feira (12/8), aos 96 anos

Repórter de Brasil12/08/2024 10:35, atualizado 12/08/2024 14:36
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Delfim Netto
Delfim Netto

O Ministério da Fazenda lamentou, nesta segunda-feira (12/8), a morte do economista Antônio Delfim Netto. O ex-ministro da Fazenda, da Agricultura e do Planejamento morreu aos 96 anos.

Em nota de pesar, a Fazenda lembrou a trajetória de Delfim Netto e afirmou que ele foi um referencial em diferentes fases da história do país.

“Por décadas, fomentou debates essenciais sobre a condução da política econômica brasileira. Neste momento de luto, os servidores do ministério da Fazenda manifestam respeito e solidariedade aos familiares e amigos de Delfim Netto”, escreveu o ministério.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, prestou condolências a Delfim Netto nas redes sociais. Em publicação no X, escreveu: “O professor Antônio Delfim Netto merece respeito por ter se dedicado ao progresso econômico brasileiro. Meus sentimentos aos amigos e familiares”.

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Delfim Netto em reunião com equipe econômica
Delfim Netto, responsável pelo "Milagre Econômico" no país
Delfim Netto, ex-ministro e deputado federal
Delfim Netto
Delfim Netto votou pelo AI-5
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Delfim Netto votou pelo AI-5

Reprodução/YouTube
Delfim Netto em reunião com equipe econômica
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Delfim Netto em reunião com equipe econômica

Arquivo Nacional
Delfim Netto, responsável pelo "Milagre Econômico" no país
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Delfim Netto, responsável pelo "Milagre Econômico" no país

Antonio Andrade/Keystone/Hulton Archive/Getty Images
Delfim Netto, ex-ministro e deputado federal
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Delfim Netto, ex-ministro e deputado federal

Valter Campanato/Agência Brasil
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Delfim Netto

REPRODUÇÃO/YOUTUBE

O Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) também se manifestou. A pasta disse que o ex-ministro foi “um dos economistas mais respeitados e ouvidos da história do Brasil”.

“Delfim influenciou fortemente a condução da economia e o debate macroeconômico do país nas últimas décadas. Seja como ministro da Fazenda, da Agricultura e do Planejamento, seja como deputado e consultor, o professor emérito da USP [Universidade de São Paulo] teve atuação marcada pela defesa da indústria e das exportações brasileiras, pela valorização do trabalho de planejar o país e pela capacidade de dialogar com pessoas de diferentes correntes de pensamento”, escreveu, em comunicado oficial, o MPO.

O Banco Central (BC) lamentou a morte de Delfim Netto. O órgão destacou que a carreira profissional e acadêmica dele foi marcada pelo “pioneirismo”.

“A Diretoria do Banco Central expressa seu pesar pelo falecimento do economista e agradece a Delfim por suas contribuições ao pensamento econômico e à economia brasileira. Aos familiares e amigos de Delfim, deixamos toda nossa solidariedade neste momento de dor”, completou o BC.

A morte de Delfim Netto

O ex-ministro estava internado desde a última segunda-feira (5/8), no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e morreu em decorrência de complicações no quadro de saúde.

Ele deixa uma filha e um neto. O enterro será fechado apenas para familiares.

Delfim Netto ocupou o cargo de ministro da Fazenda entre os anos de 1967 e 1974. Ele também foi ministro do Planejamento entre 1979 e 1985, ministro da Agricultura em 1979 e embaixador do Brasil na França de 1975 até 1977.

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