Farmacêuticos enviam ofício à Saúde com proposta para coibir fraudes

Documento endereçado ao ministro Marcelo Queiroga sugere certificação dos profissionais para liberar medicamentos do Farmácia Popular

atualizado 24/05/2022 19:22

farmacia popular Elza Fiúza/Agência Brasil

O Conselho Federal de Farmácia (CFF) endereçou ofício nesta terça-feira (24/5) ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em que sugere a adoção de um novo sistema para coibir fraudes na compra de medicamentos por meio do programa Farmácia Popular.

A proposta sugere o uso de uma certificação digital para farmacêuticos, que exige uma chave de acesso para a liberação de remédios no sistema de controle.

“Temos condições de implementar a proposta por meio de novas soluções de tecnologia que possibilitam vincular a venda e a dispensação dos medicamentos do programa Farmácia Popular do Brasil ao farmacêutico responsável técnico no estabelecimento”, argumenta o diretor do CFF, Luiz Gustavo de Freitas Pires, no documento.

Em 2018, o conselho de farmacêuticos também propôs uma parceria ao ministério para aperfeiçoar o programa e estudar a viabilidade da certificação digital. O projeto, porém, não teria tido resposta da pasta.

Relembre denúncias

Reportagem veiculada pelo Fantástico em 15 de maio mostrou que fraudadores criavam farmácias fantasmas, que só existiam no papel, e simulavam a venda de medicamentos para quem nunca precisou.

Como o governo paga 90% do valor do medicamento, esse dinheiro era desviado. Só em Goiás, há suspeitas de que farmácias tenham desviado R$ 1,8 bilhão.

Os criminosos usavam CPFs de outras pessoas para fazer a compra de remédios pelo programa. A descoberta do esquema ocorreu após alguns cidadãos que tiveram os dados utilizados sem consentimento descobrirem por meio do aplicativo ConecteSUS, normalmente usado para acessar o comprovante de vacinação contra Covid-19, compras de medicamentos que nunca tomaram.

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