Famílias ainda aguardam corpos de vítimas de acidente em pedágio em GO

Restos mortais de casal e filho de MG e de motorista de SP passam por identificação por exame de DNA, 11 dias depois de explosão na BR-050

atualizado 08/04/2021 11:34

Reprodução: Instagram

Goiás – Onze dias depois do grave acidente em pedágio na BR-050, em Goiás, os corpos das quatro vítimas carbonizadas ainda não foram liberados para as famílias por causa de exames de identificação por meio de DNA que ainda estão em andamento.

O Instituto Médico Legal (IML) de Catalão, a 260 quilômetros de Goiânia, deve liberar nesta sexta-feira (9/4) pelo menos os corpos do casal e filho carbonizados na colisão de veículos e consequente explosão no pedágio, em Campo Alegre de Goiás, sudeste do estado.

A liberação do corpo do motorista do caminhão-baú, que morava em São Paulo, deve levar mais tempo e está prevista para quase três semanas depois do acidente, que ocorreu no dia 28 de março. A mãe dele acredita que o filho passou mal ao volante, como mostrou o Metrópoles.

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O caminhão desgovernado atingiu o carro em que estavam o empresário Reginaldo Ribeiro Silva Junior, de 40 anos, sua esposa, Marielly Maiza Mendes de Faria, de 26, e o filho deles, Cauã Ribeiro Dornelas, de 2. A família, que é de Coromandel (MG), e o motorista da carreta, que é de São Paulo, morreram na hora.

A família estava parada, fazendo pagamento em uma cabine da praça de pedágio, como mostram imagens de câmeras de segurança próximas ao local.

Amiga do casal, Alessandra Machado disse que a família está muito abalada e, segundo ela, a dor só aumenta por causa da demora na liberação dos corpos.

“Estamos todos muito tristes. Foi um acidente sem explicação. A gente ainda nem acredita direito porque não teve o sepultamento”, afirmou a amiga.

Fase final de identificação

Ao Metrópoles, o superintendente de Comunicação da Superintendência de Polícia Técnico Científica de Goiás (SPTCGO), o perito criminal Ricardo Matos, afirmou que está na fase final a identificação por DNA dos corpos da família, que voltava de Brasília para Coromandel. As duas cidades ficam a 410 quilômetros uma da outra.

“Os laudos devem estar disponíveis na unidade local de polícia científica já na sexta-feira, de modo que, a partir de então, os corpos deverão ser liberados para a família”, disse o superintendente.

O laudo do motorista do caminhão, Euzébio Chinelli Santana, de 47, levará mais tempo para conclusão. “O material genético para exame do motorista do caminhão deu entrada no laboratório de DNA da polícia científica em data posterior ao da família. A finalização do exame que viabilizará sua identificação tem previsão para o final da próxima semana”, disse Matos.

“Os corpos ainda estão pendentes de identificação, que, em razão da carbonização, necessariamente deverá ser feita por exames de DNA”, destacou o perito. Segundo ele, todos os procedimentos possíveis já estão sendo realizados no laboratório.

Esposa do motorista do caminhão, Adriana Santana, de 52, disse que espera ao menos fazer a última despedida do marido. “A gente quer fazer o sepultamento”, afirmou.

Exame cadavérico

De acordo com o superintendente, todos os corpos que dão entrada nas unidades de medicina legal com requisições de exame cadavérico são examinados, independentemente de sua complexidade. A regra vale também para os que estiverem mutilados, carbonizados ou em avançado estado de decomposição.

No entanto, segundo Matos, em alguns casos, fica inviável a detecção de elementos materiais, por terem sido destruídos em razão de cada caso específico, como carbonização das vítimas do acidente na rodovia, ou em razão da decomposição dos corpos.

Por volta das 10 horas do dia 28 de março, no trecho goiano da BR-050, o caminhão carregado de desodorantes bateu na traseira do carro da família, que estava parado no guichê de uma praça de pedágio, para depois seguir viagem. Imagens de câmeras da rodovia registraram a cena.

Alta velocidade

Outro vídeo mostra que o caminhão já seguia em alta velocidade antes de chegar à praça de pedágio, onde ele atingiu o carro da família em cheio.

Em seguida, houve uma grande explosão e o local foi tomado por um incêndio violento. O casal e o filho morreram na hora, assim como o motorista do caminhão.

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