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Brasil

Família de menino baleado em Niterói acusa hospital de negligência

Pais dizem que equipe médica se recusou a retirar bala alojada no corpo do garoto de Kauã Chagas, de 8 anos

08/11/2020 13:52, atualizado 08/11/2020 19:46
Reprodução/São Gonçalo
Família acusa hospital de deixar bala alojada em corpo do garoto

Ney Carlos dos Santos Chagas, de 34 anos, viu a sua vida virar do avesso no último dia 28 de outubro. Seu filho Kauã Ney Xavier Chagas, de 8 anos, foi baleado durante uma troca de tiros entre criminosos e policiais do 12º BPM, em Niterói.

A família passava de carro no momento da perseguição e um dos disparos, acabou perfurando a lataria do veículo e atingindo a criança que estava sentada no banco de trás do automóvel.

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” No hospital uma enfermeira me proibiu de acompanhar o procedimento e foi muito ríspida comigo. Fui tratado com um desrespeito enorme. Ao final do atendimento médico eu perguntei sobre a situação do Kauã e me informaram que eu filho não tinha projétil no interior de seu corpo. Me mandaram para casa sem nenhuma prescrição médica. A única orientação era fazer curativo. Depois de três dias fui ao hospital pedir o resultado da tomografia computadorizada. Ali meu sentimento era de que estava tudo bem, mas para minha surpresa eu vi que dentro dele há um fragmento, possivelmente de bala ou até o próprio projétil inteiro que não achei dentro do meu carro”, explicou.

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