Tios de Mendonça se unem a advogado de Malafaia para explorar grafeno

Material foi exaltado por Bolsonaro, em 2019, quando afirmou que ele poderia render um Prêmio Nobel. O AGU está de olho na vaga do STF

atualizado 14/06/2021 19:14

André MendonçaRafael Carvalho/Governo de transição

Os tios do advogado-geral da União, André Mendonça, Itamar Tavares de Mendonça e João Roberto Tavares de Mendonça, são sócios da empresa Mendonça Pesquisa Mineral Ltda., aberta em 11 de fevereiro de 2019. A startup já conseguiu na Agência Nacional de Mineração (antigo DNMP) uma dezena de alvarás de pesquisa para ouro e grafeno – mineral exaltado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). A informação é do site O Antagonista.

A empresa da família de Mendonça, provável nome de Bolsonaro para o Supremo Tribunal Federal (STF), obteve a primeira licença de pesquisa da grafita em 2019, ano em que o chefe do Executivo federal visitou o Centro de Pesquisas Avançadas em Grafeno, Nanomateriais e Nanotecnologias, da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), especializado no material, e o definiu como “ouro do futuro”.

Após conseguir as licenças, a empresa dos Mendonça atraiu rapidamente a atenção de investidores amigos: Jorge Vacite Neto, advogado do pastor Silas Malafaia, e o pastor Michael Aboud.

Essa não é a primeira vez que o nome de Malafaia surge associado ao mercado de mineração. Em 2016, ele foi alvo da Operação Timóteo, que desbaratou esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo royalties da exploração mineral.

De acordo com a Polícia Federal, Malafaia recebeu um cheque de R$ 100 mil de um dos escritórios investigados e o depositou em uma conta pessoal.

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