Faculdade suspende aulas após professora ser morta por aluno em RO

A morte da professora Juliana Santiago causou grande comoção entre estudantes, colegas de trabalho e funcionários da faculdade

atualizado

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Foto colorida de Juliana Mattos de Lima Santiago, morta aos 41 anos após ser atacada por um aluno dentro de uma faculdade particular em Porto Velho (RO) - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de Juliana Mattos de Lima Santiago, morta aos 41 anos após ser atacada por um aluno dentro de uma faculdade particular em Porto Velho (RO) - Metrópoles - Foto: Reprodução/ Redes sociais

O Centro Universitário Aparício Caravalho (Fimca) decretou a suspensão das aulas durante três dias após a professora de Direito e escrivã da Polícia Civil Juliana Santiago, de 41 anos, ser assassinada a facadas por um aluno dentro da sala. O caso ocorreu na noite da última sexta-feira (6/2), em Porto Velho (RO).

Preso em flagrante, o estudante João Cândido da Costa Junior, de 24 anos, confessou ter usado uma faca que havia sido entregue pela própria docente, dias antes de matá-la. O agressor é aluno regularmente matriculado na instituição e foi imobilizado por outros estudantes após esfaquear Juliana.

A morte da professora causou grande comoção entre estudantes, colegas de trabalho e funcionários. Nas redes sociais, diversas mensagens lamentaram a perda e destacaram o compromisso e a dedicação de Juliana com o ensino e a faculdade suspendeu as aulas em luto pela sua morte.

“O Grupo Aparício Carvalho consternado pelo falecimento da Dra. Juliana Santiago, comunica a toda comunidade acadêmica o Luto Institucional de 3 (três) dias, no período de 07 à 09, com a suspensão de suas atividades acadêmicas. Que o exemplo, a dedicação e a memória da Dra. Juliana Santiago, permaneçam vivos entre nós”, informou.

Ainda em outras mensagens em homenagem à professora, a instituição declarou seu profundo pesar pela morte e classificou como perda irreparável em nome de todos que frequentam a faculdade.

A faculdade ainda afirmou que a violência que silenciou a voz de Juliana não apagará o legado dela, que era vista como “referência de excelência acadêmica”. Em outra nota compartilhada, o instituto comunicou que as providências adotadas e que o centro universitário irá colaborar com as investigações.

“A Instituição reafirma seu repúdio absoluto a este crime e informa que providências já estão sendo adotadas. O Grupo Educacional está prestando toda a assistência necessária, além de colaborar integralmente com as autoridades competentes para que os fatos sejam devidamente apurados e a justiça seja realizada”, informou.

Entenda o caso

Juliana Mattos de Lima Santiago, de 41 anos, foi morta a facadas por João Cândido da Costa Junior, de 24 anos, dentro de uma sala de aula do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca).

Segundo a polícia, o estudante estava sozinho com a vítima após o fim das aulas quando, tomado por um acesso de raiva, a atacou com uma faca que, dias antes, teria recebido da própria professora junto com um doce.

À polícia, João afirmou que manteve um relacionamento amoroso por cerca de três meses com Juliana e que passou a se sentir “emocionalmente abalado” após perceber um distanciamento da vítima.

Segundo ele, a situação teria se agravado ao descobrir que Juliana pretendia retomar o relacionamento com o ex-marido. Juliana foi atingida por golpes na região do tórax, com perfurações na altura dos seios, além de um corte profundo no braço direito.

Ela chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital João Paulo II, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos. O agressor tentou fugir, mas foi contido por outro aluno, que é policial militar, até a chegada da polícia.

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