Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Eleições 2026Brasil

Fachin marca retomada de julgamento sobre eleição no Rio para 26 de agosto

STF definirá se sucessão no governo do Rio será por eleição direta ou indireta, e analisará regras para candidaturas

03/07/2026 00:08
Compartilhar notícia
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Edson Fachin

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, marcou para o dia 26 de agosto a retomada do julgamento que definirá as regras para a sucessão no governo do Rio de Janeiro. A decisão foi tomada após o ministro Flávio Dino devolver o processo ao plenário, depois de mantê-lo sob pedido de vista por 21 dias.

A Corte analisa duas ações que podem definir tanto a forma de escolha do próximo governador quanto as regras para a disputa.

Os ministros deverão decidir se a eleição será direta, com participação dos eleitores, ou indireta, realizada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), além de analisar se o prazo de desincompatibilização para candidatos poderá ser reduzido para 24 horas ou deverá seguir o período mínimo de três meses previsto na legislação eleitoral.

Fachin marca retomada de julgamento sobre eleição no Rio para 26 de agosto - destaque galeria
3 imagens
Proposta é do presidente do CNJ e do STF, ministro Edson Fachin
Presidente Lula e o governador interino do Rio, Ricardo Couto
Ministro Edson Fachin, do STF
1 de 3

Ministro Edson Fachin, do STF

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Proposta é do presidente do CNJ e do STF, ministro Edson Fachin
2 de 3

Proposta é do presidente do CNJ e do STF, ministro Edson Fachin

HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
Presidente Lula e o governador interino do Rio, Ricardo Couto
3 de 3

Presidente Lula e o governador interino do Rio, Ricardo Couto

Ricardo Stuckert / PR

Os processos têm relatorias distintas. Um deles está sob responsabilidade do ministro Luiz Fux, enquanto o outro é relatado por Cristiano Zanin.

Suspenso em abril após pedido de vista de Flávio Dino, o julgamento foi liberado pelo ministro na última terça-feira (30/6). Até agora, o placar é de quatro votos pela eleição indireta e um pela realização de eleições diretas.

O julgamento foi interrompido após quatro ministros votarem a favor da realização de uma eleição indireta na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para definir o governador interino.

Até o momento, apenas um ministro defendeu a realização de eleições diretas, com participação da população.

Crise levou ao julgamento

O julgamento ocorre em meio à crise institucional que atingiu o governo fluminense. Atualmente, o Estado do Rio de Janeiro é comandado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto.

Ele assumiu o cargo após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro, que deixou o posto após ser atingido por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O então vice-governador, Thiago Pampolha, já havia deixado o Executivo para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Já o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, foi preso e afastado do cargo após ser acusado de manter ligação com a facção criminosa Comando Vermelho.

Diante da vacância simultânea dos principais cargos do Executivo estadual, o Supremo passou a analisar quais regras deverão ser aplicadas para definir quem governará o Rio de Janeiro até o encerramento do mandato.