Fachin diz que quem trata da eleição são as “forças desarmadas”

Em trocadilho, o presidente do TSE ironizou a atuação de militares no pleito. O ministro disse ainda que "ninguém interferirá" nas eleições

atualizado 12/05/2022 13:55

Ministro Edson Fachin no TSERafaela Felicciano/Metrópoles

Em trocadilho, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, afirmou nesta quinta-feira (12/5), durante visita à sala do órgão onde estão sendo realizados testes de segurança nas urnas eletrônicas, que quem trata das eleições são as “forças desarmadas”.

Na ocasião, Fachin comentou a sugestão de Jair Bolsonaro (PL) de que as Forças Armadas poderiam fazer apuração paralela dos votos no decorrer das eleições de 2022. De acordo com o ministro, a Corte aceita colaborações, mas a palavra final é do TSE.

“Quem trata de eleição são forças desarmadas e, portanto, dizem respeito à população civil que, de maneira livre e consciente, escolhe seus representantes. Logo, diálogo sim, colaboração sim, mas a palavra final é da Justiça Eleitoral”, frisou o presidente do órgão.

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O ministro disse ainda que o país terá eleições limpas e que “ninguém e nada interferirá” na Justiça Eleitoral.

“País e sociedade agradecem. Vamos ter dia 2 de outubro, o Brasil terá eleições limpas, seguras, com paz e segurança. Ninguém e nada interferirá na Justiça Eleitoral. Não admitimos qualquer circunstância que impeça o brasileiro de se manifestar”, afirmou Fachin.

As declarações foram dadas durante visita à sala do tribunal onde ocorrem os testes de segurança nas urnas eletrônicas.

Teste em urnas

O TSE está em fase de busca pela correção de falhas nas urnas eletrônicas encontradas na etapa de novembro. Nenhuma dessas, porém, de acordo com o tribunal, é grave a ponto de comprometer a legitimidade da contagem de votos.

Atuam nos testes diversos especialistas em tecnologia da informação, que tentaram acessar o sistema das urnas a fim de identificar possíveis falhas de segurança.

De acordo com o tribunal, foram encontradas cinco falhas. Agora, o objetivo é mostrar que essas vulnerabilidades estão sanadas. (Colaborou Manoela Alcântara)

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