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Brasil

Facções estrangeiras disputam áreas de tráfico na Amazônia Legal

Estudo traça panorama das disputam entre grupos estrangeiros e brasileiros pelo comando do tráfico de drogas na região amazônica

01/12/2023 09:22, atualizado 01/12/2023 10:12
Acervo do Instituto Mãe Crioula
Pichação do PCC em Palmas, TO

O estudo Cartografia da Violência na Amazônia, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, traça um panorama das disputas por território entre facções pelo domínio do tráfico de drogas na Amazônia Legal. O levantamento aponta a atuação de ao menos dez grupos estrangeiros, vindos da Venezuela, Colômbia, Peru e Bolívia.

Entre os 772 municípios da Amazônia Legal, ao menos 178 tiveram registro de presença de facções, indica a pesquisa, o que corresponde a 23% do total. Desses, 80 municípios apresentam disputas entre dois ou mais grupos.

Foram registradas a atuação de facções estrangeiras no Acre, Amazônia, Maranhão e Roraima. Grupos venezuelanos, a exemplo do Trem de Aragua, Trem de Guayana e Sindicato do Crime, disputam espaço com o PCC e Comando Vermelho (CV) em Roraima, sobretudo em Boa Vista.

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“Roraima, apesar de ser o estado brasileiro menos populoso, vem nos últimos cinco anos experimentando o aumento da violência em municípios que antes eram caracterizados por terem baixa letalidade e ocorrências criminais. No entanto, essa situação alterou-se com a chegada do PCC, do CV e da facção venezuelana Trem do Aragua, que estão disputando o controle territorial no estado”, destaca o estudo.

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Já no Amazonas, facções de dissidentes das Farc, da Colômbia, rivalizam com o CV. No Acre, grupos bolivianos buscam espaço entre a atuação do PCC. O Comando de Las Fronteras, grupo peruano, está presente no Maranhão.

De acordo com o estudo, a fronteira amazônica é um dos principais pontos de disputa, que geralmente ocorre para estabelecer controle de fluxos e relações de poder. A região registra a presença de facções estrangeiras e brasileiras que, ora cooperam, ora rivalizam.

Há ainda conflitos em municípios do interior, mais relacionados ao potencional de estratégico de serem espaços de fluidez do tráfico e de consumo.