Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Fabricação nacional de vacina da Fiocruz, sem insumos do exterior, começa no sábado

Até o momento, doses produzidas dependem de IFA trazido da China. Brasil enfrenta dificuldade na importação, o que atrasa imunização

10/05/2021 16:53, atualizado 10/05/2021 18:09
Gustavo Moreno/Especial para o Metrópoles
Vacina contra a Covid-19

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) começará no próximo sábado (15/5) a fabricar totalmente no Brasil a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceira com a farmacêutica AstraZeneca contra a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

A produção será possível com a fabricação do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) feita no país. A previsão é do vice-presidente da Fiocruz, Mario Moreira. Até o momento as doses produzidas dependem de IFA importado da China.

A Fiocruz está em condições de fazer a vacina e obteve a certificação de boas práticas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas ainda há procedimentos de avaliação a serem realizados, além do processo de registro definitivo do imunizante.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

“Vamos ter que produzir lotes de validação acertados com procedimentos internacionais e, a partir daí, a gente já começa a produzir em escala industrial. Os testes deverão aguardar o registro definitivo da Anvisa. A expectativa é de que em outubro tenhamos a liberação para entregar esses lotes produzidos de maio em diante”, disse Moreira na última sexta-feira (7/5).

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

A produção com o IFA nacional é resultado de um acordo de transferência de tecnologia entre a Fiocruz e o consórcio formado pela Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca.

Fabricação nacional de vacina da Fiocruz, sem insumos do exterior, começa no sábado - destaque galeria
4 imagens
Diretor de Bio-Manguinhos, Mauricio Zuma, durante evento sobre vacina Oxford/ AstraZeneca
A vacina da AstraZeneca contra a Covid-19
A vacina Oxford/AstraZeneca
Fundação foi uma das principais produtoras de vacinas da Covid no Brasil
1 de 4

Fundação foi uma das principais produtoras de vacinas da Covid no Brasil

Divulgação/Fiocruz
Diretor de Bio-Manguinhos, Mauricio Zuma, durante evento sobre vacina Oxford/ AstraZeneca
2 de 4

Diretor de Bio-Manguinhos, Mauricio Zuma, durante evento sobre vacina Oxford/ AstraZeneca

Tomaz Silva/Agência Brasil
A vacina da AstraZeneca contra a Covid-19
3 de 4

A vacina da AstraZeneca contra a Covid-19

Joaquin Gomez Sastre/NurPhoto via Getty Images
A vacina Oxford/AstraZeneca
4 de 4

A vacina Oxford/AstraZeneca

Jaap Arriens/NurPhoto via Getty Images
Atraso

A lentidão no envio dessas substâncias tem dificultado o andamento da imunização no Brasil. Nesta segunda-feira (10/5), o Instituto Butantan confirmou que a produção das vacinas no país pode sofrer impacto a partir de junho se o governo chinês não liberar a importação de IFA.

O Butantan, que é ligado ao governo de São Paulo, produz a Coronavac, desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

O IFA para a Coronavac, enviado pelo laboratório Sinovac, está pronto para ser despachado, mas por questões aduaneiras o material está parado no país asiático. De acordo com Doria, existem 10 mil litros de insumos prontos na Sinovac aguardando autorização do governo chinês para embarque.