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Brasil

Especialista defende exumação de corpo do menino Henry

"A polícia está diante de um acidente ou um crime. Então, tem que ter uma junta para fazer novos exames", defendeu o perito Nelson Massini

Adriana Cruz19/03/2021 19:09, atualizado 19/03/2021 19:11
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Reprodução/Redes sociais
Foto de arquivo do menino Henry, morto misteriosamente

Rio de JaneiroAgentes da 16ª DP (Barra da Tijuca) sustentam que a perícia é fundamental para desvendar a morte do menino Henry Borel Medeiros, de 4 anos, em um hospital da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, no último dia 8.

Para o perito legista Nelson Massini, a exumação do corpo para análise seria uma alternativa para retirar as dúvidas do caso, que até agora tem dois laudos produzidos pelo Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro. Em um deles, a causa da morte seria por ação contundente no fígado; no outro, os ferimentos poderiam ter ocorrido até 48 horas antes do óbito.

De acordo com Manssini, com base nos documentos, o mais provável é que a criança tenha recebido golpes, como socos e pontapés, sido atingida por instrumentos contundentes, como porretes ou tábuas, ou arremessada contra uma parede ou o chão. “Assim mostrou o primeiro laudo. No complemento, não acrescentou muito. A polícia está diante de um acidente ou crime. Então, tem que ter uma junta de peritos para fazer novos exames. A exumação do corpo é uma saída. Assim como fazer a perícia no quarto onde o menino dormiu para medir probabilidade de queda”, analisou. Por enquanto, a exumação é uma hipótese descartada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.

O menino é enteado de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (Solidariedade), vereador do Rio de Janeiro , e filho da professora Monique Medeiros. Durante 12 horas de depoimento, a mãe alegou que o garoto caiu da cama. Segundo a polícia, ela e o padrasto não caíram em contradição. O casal chegou a levar o menino para o hospital, mas ele não resistiu. Antes da morte, Henry passou o fim de semana com pai, o engenheiro Leniel Borel.

Perita fora do caso

O advogado André França, que representa a mãe e o padrasto de Henry, requisitou, nesta sexta-feira (19/3), que uma especialista que não atua no caso também seja ouvida pela polícia, além da empregada da casa. O perito da polícia responsável pelos laudos, Leonardo Huber Tauil, também será ouvido.

Investigadores também irão colher depoimentos da equipe médica que socorreu o menino. Eles querem saber em que estado Henry chegou ao hospital.

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