Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Ex-senadora Maria do Carmo morre aos 83 anos. Senado decreta luto

Ex-senadora Maria do Carmo Alves foi a primeira mulher eleita por Sergipe. Senado e prefeitura de Aracaju decretam luto de três dias

31/08/2024 22:20, atualizado 31/08/2024 22:30
Agência Senado / Beto Barata
Imagem colorida de ex-senadora Maria do Carmo Alves - Metrópoles

A primeira senadora mulher eleita por Sergipe, Maria do Carmo Alves, morreu na noite deste sábado (31/8) em Aracaju. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), decretou três dias de luto oficial no Senado Federal.

A ex-senadora tinha 83 anos, e estava internada em um hospital particular para tratar um câncer no pâncreas, com metástases no fígado.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Em nota, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), lamentou a morte de Maria do Carmo.

“O estado de Sergipe se despede, neste sábado, da advogada e ex-senadora Maria do Carmo Alves, que foi a primeira mulher a cumprir três mandatos consecutivos no Senado Federal. Seu trabalho no Legislativo foi marcado pelo enfrentamento da violência doméstica contra a mulher e pela garantia do espaço feminino no mercado de trabalho e na política. Aos três filhos, netos e amigos, externo meus profundos sentimentos”, escreveu Pacheco.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

O prefeito de Aracaju também decretou três dias de luto na capital sergipana.

Carreira de Maria do Carmo Alves

Maria do Carmo do Nascimento Alves foi a primeira senadora mulher eleita pelo estado de Sergipe. Ela ocupou a cadeira por três mandatos consecutivos (1999-2007/2007-2015/2015-2023).

A senadora nasceu em 23 de agosto de 1941 em Cedro de São João, Sergipe, e formou-se em direito pela Universidade Federal de Sergipe.

Como senadora, criou o Pró-Mulher, projeto que atendeu milhares de mulheres carentes ao levar educação e assistência médica gratuita à comunidade.

Ao se despedir do Senado Federal em 2022, a senadora afirmou que trabalhou “continuamente para enfrentar a violência doméstica contra a mulher e garantir o espaço feminino no mercado de trabalho, na ciência e na política. Acredito que pensar em políticas públicas de gênero é pensar também em desenvolvimento econômico”.