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Brasil

Ex-secretário de Bolsonaro ataca Ainda Estou Aqui: "Peça comunista"

Filme brasileiro que concorre em três categorias no Oscar se passa na ditadura militar no Brasil, regime defendido por Bolsonaro

25/01/2025 18:52, atualizado 30/01/2025 21:53
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Divulgação
Imagem colorida do filme Ainda Estou Aqui - Metrópoles

O ex-secretário de Cultura do governo Bolsonaro, Mário Frias, usou as redes sociais neste sábado (25/1) para atacar o filme brasileiro Ainda Estou Aqui, que concorre em três categorias no Oscar, a principal premiação do cinema do mundo.

“Quando você transforma uma peça de propaganda e desinformação comunista em arte, você não está enriquecendo a cultural nacional, está destruindo ela. Aquilo ali é a antítese da arte, é mera técnica de manipulação psicológica”, escreveu o ex-secretário da Cultura e hoje deputado federal pelo PL.

Print screen do tweet do Mario Frias sobre Ainda Estou aqui - Metrópoles

Ainda Estou Aqui conta a história da família de Rubens Paiva, ex-deputado federal assassinado pela ditadura brasileira em 1971. O filme do diretor Walter Salles concorre nas categorias de melhor filme, melhor filme estrangeiro e melhor atriz, pela atuação de Fernanda Torres no papel de Eunice Paiva, viúva do político morto.

A ditadura militar no Brasil perdurou de 1964 a 1985, deixando um saldo de 434 mortos e desaparecidos políticos, segundo a Comissão Nacional da Verdade (CNV).

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