Ex-primeira-dama é indiciada por omissão em estupros de crianças em GO

De acordo com a polícia, seis crianças foram estupradas em abrigo municipal de Quirinópolis (GO), que atende menores em situação de abandono

atualizado 22/03/2021 20:02

goias delegacia quirinopolisReprodução/Polícia Civil

Goiânia – Dez pessoas, que não tiveram os nomes divulgados, foram indiciadas nesta segunda-feira (22/3) por crimes como maus-tratos e omissão diante de estupros contra crianças em um abrigo municipal de Quirinópolis, região sudoeste de Goiás. Entre os envolvidos, está a ex-primeira-dama da cidade.

De acordo com informações da Polícia Civil de Goiás, duas meninas, de 2 e 5 anos, e outros quatro meninos com menos de 14 anos foram estuprados no abrigo municipal Cantinho de Luz. O local é destinado a atender crianças e adolescentes em situação de violência ou abandono familiar.

Ao G1, o atual prefeito do município, Anderson de Paula (PDT), afirmou que várias providências já foram tomadas em relação ao local e que as pessoas suspeitas de envolvimento no caso já foram substituídas.

Violência sexual

A denúncia dos crimes chegou à Polícia Civil em dezembro de 2020, por meio de um casal que estava com a guarda provisória de duas crianças do abrigo. Segundo a corporação, uma das crianças relatou experiências sexuais vividas no local aos adultos. Outros dois menores que fugiram da instituição também relataram abusos físicos e psicológicos.

Após o relato, a polícia descobriu que cuidadoras e responsáveis pelo abrigo seriam omissas e sabiam da ocorrência dos crimes. De acordo com a delegada responsável pelo caso, Camila Vieira Simões, uma das indiciadas afirmou que repassou as ocorrências para a ex-primeira-dama e para a ex-presidente do Conselho da Criança e do Adolescente do município.

Todas as pessoas envolvidas foram indiciadas por maus-tratos e submissão de humilhação. Já a ex-primeira-dama, a ex-presidente do Conselho, a coordenadora do abrigo e uma cuidadora, além desses crimes, foram indicadas por estupro de vulnerável, na forma comissiva por omissão. Se condenadas, elas podem cumprir de 8 a 15 anos de prisão.

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