Ex-primeira-dama do Peru pede ao STF para impedir prisão ou extradição
Nadine Heredia Alarcón está asilada no Brasil desde abril. Ela é acusada de ter recebido recursos ilícitos para financiar campanhas
atualizado
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A ex-primeira-dama do Peru, Nadine Heredia Alarcón, entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma petição para que a Corte impeça eventual prisão, extradição ou qualquer ato de cooperação jurídica com o Peru que possa restringir a liberdade dela no Brasil.
Nadine Heredia foi primeira-dama do Peru entre 2011 e 2016, durante o governo do marido, o ex-presidente Ollanta Humala. Ela é acusada de ter recebido recursos ilícitos para financiar campanhas políticas.
O casal foi considerado culpado por receber, de forma ilegal, recursos da construtora brasileira Odebrecht e do governo da Venezuela para financiar as campanhas presidenciais de Humala em 2006 e 2011.
A estratégia da defesa de Nadine Heredia é se valer das decisões já proferidas pelo STF na Operação Lava Jato, que declararam a nulidade de provas da Odebrecht.
O pedido, endereçado ao ministro Dias Toffoli, busca a extensão dos efeitos das decisões que declararam a imprestabilidade de todos os elementos de prova obtidos a partir do Acordo de Leniência da Odebrecht, incluindo os dados dos sistemas Drousys e MyWebDay B.
O STF já havia reconhecido a imprestabilidade dessas provas devido a vícios na integridade e autenticidade dos sistemas, decisão que já foi estendida ao marido de Nadine, Ollanta Humala.
Pedido de asilo ao Brasil
Em abril deste ano, Heredia foi condenada. No mesmo dia da condenação, a ex-primeira-dama realizou o pedido de asilo. Ela ficou na embaixada brasileira em Lima, no Peru, e logo depois embarcou para o Brasil.
À época, o Ministério das Relações Exteriores informou que foi concedido o asilo diplomático provisório à ex-primeira dama e ao filho.




