
Ex-presidente do INSS no governo Bolsonaro é dispensado da Previdência
Guilherme Serrano presidiu o INSS no fim do governo Bolsonaro, em 2022, e assumiu cargo no Ministério da Previdência no governo Lula

Seguindo a operação de “limpeza” no Ministério da Previdência Social, foi dispensado da pasta nesta quinta-feira (8/5) Guilherme Serrano, que presidiu o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no fim do governo Jair Bolsonaro (PL).
Serrano tinha função comissionada de Coordenador-Geral de Estudos Estatísticos, Atendimento e Relacionamento Institucional e respondia à Secretaria de Regime Próprio e Complementar do ministério. Ele começou a trabalhar com a área previdenciária em 2020, como coordenador-geral na então Diretoria de Atendimento do INSS. Em dezembro de 2021, foi nomeado Diretor de Tecnologia e Inovação e designado também como presidente substituto do órgão, até assumir a Presidência em abril de 2022.
A dispensa dele foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta, assinada pela chefe de gabinete do novo ministro Wolney Queiroz, Louise Caroline Santos de Lima e Silva.
Serrano é citado no inquérito da Polícia Federal (PF) que apura descontos ilegais de aposentados e pensionistas. No inquérito, ele foi indicado como responsável pela assinatura do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o INSS e a Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA) autorizando os descontos associativos.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAuxiliares do ex-ministro Carlos Lupi têm sido exonerados de seus cargos no Ministério da Previdência, conforme adiantado pela coluna no Metrópoles de Igor Gadelha.

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Ver todasNessa quarta-feira (7/5), foram publicadas as exonerações de Marcelo de Oliveira Panella do cargo de chefe de gabinete do ministro e de Renata Magioli Santos do posto de assessora especial. A chefe da comunicação da pasta Martha Imenes também deixou o posto.
No lugar de Panella, o novo ministro Wolney Queiroz nomeou Louise Caroline Santos de Lima e Silva para a chefia de gabinete. Ele ainda não indicou outros auxiliares.
Metrópoles revelou escândalo do INSS
O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles por meio de em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados haviam disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.
Escândalo permeou governos Lula e Bolsonaro
- As entidades da farra dos descontos atuaram nos governos Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcados pelo aumento do número de associações agraciadas com acordos com o INSS que permitiam a cobrança de mensalidade direto da folha de pagamento dos aposentados.
- No governo de Bolsonaro, o INSS foi loteado pelo Centrão e foram abertas as portas para entidades suspeitas. Enquanto que na gestão Lula, mais associações firmaram acordo e o faturamento com descontos de mensalidade disparou.
- Ambos os governos receberam alertas de fraude e chegaram até a reabilitar entidades que já haviam sido expulsas pelo INSS.
- No caso da gestão Lula, foram ignorados alertas de auditorias durante todo o período que precedeu a Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal (PF).
As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e também abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU).
Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada em 23 de abril, e que culminou nas demissões do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e de Lupi.








