Ex-ministro do STF diz que revogação de vistos por Trump é arbitrária

O ministro aposentado do STF Celso de Mello criticou a suspensão de vistos de ministros da Corte com o que chama de “falso pretexto”

atualizado

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Nelson Jr./SCO/STF
Celso de Mello STF
1 de 1 Celso de Mello STF - Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello criticou a ação do governo de Donald Trump de revogar vistos dos ministros da Corte. Mello chamou o ato de “extremamente arbitrário”. A medida de Trump foi anunciada na última sexta-feira (18/7), pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

Na ocasião, Rubio revelou a suspensão do visto do ministro do STF Alexandre de Moraes, de seus aliados na Corte e de familiares próximos a todos eles. Nesta segunda, após ampla repercussão, Celso de Mello ressaltou em nota que a medida está embasada em falso pretexto de “perseguição e censura”.

“Mais do que uma ofensa sem causa, essa prepotente deliberação governamental americana, apoiada em fundamento destituído de veracidade (mendaz, portanto), ao investir, absurdamente, contra o STF e os seus íntegros e honrados magistrados, desrespeita, profundamente, o nosso País e a dignidade do povo brasileiro”, disse.

O ministro aposentado ainda falou do tarifaço de Trump, que imporá aos produtos brasileiros taxa de 50%, a partir de 1º de agosto. “Não se trata de mera questão econômico-tarifária , mas, isso sim, de deliberado (e gravíssimo) ataque à democracia brasileira e a suas instituições, notadamente à Corte Suprema do Brasil. Ataque esse perpetrado pelo governo Trump, associado tanto à extrema-direita bolsonarista, quanto à extrema-direita internacional.”

Crítica

Celso de Mello ainda criticou a atuação de Trump à frente da presidência dos Estados Unidos.

“Por lhe faltar a condição honrosa de ‘estadista’, Donald Trump demonstra ser mais um daqueles medíocres e indecorosos governantes que desconhecem a História (e que, por isso mesmo, estão fadados a repetir-lhe os erros); e que revelam ultrajante menosprezo pela dignidade de outros povos e grupos nacionais; que transgridem princípios fundamentais que moldaram as relações internacionais dos Estados modernos”, citou o ministro aposentado, entre outros pontos.

O ex-ministro ainda pediu punição aos que reduzem o Brasil à “condição de simples colônia”.

“Mais do que nunca , e em razão de recentes eventos, torna-se necessário identificar, expor e punir, nos termos da lei e respeitado o direito ao “due process of law”, os ‘quislings’ nacionais que, ressentidos, despojados de qualquer dignidade e destituídos de qualquer sentimento patriótico de respeito e apreço por nosso país, agem, insidiosa ou explicitamente, contra os superiores interesses do Brasil e do seu povo, conspirando, sem pudor e de modo desonroso, aqui ou em terras estrangeiras, com o sórdido (e traiçoeiro) objetivo de submeter nossa pátria, os seus valores e tradições de que tanto nos orgulhamos ao domínio de potestades estrangeiras, buscando reduzir o Brasil à condição inferior e degradante de uma simples colônia”, concluiu.

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