Ex-governador Wilson Witzel quer voltar a atuar como advogado no Rio

No último dia 2, Witzel pediu à OAB-RJ a guia de pagamento para cancelar o licenciamento da habilitação para exercer a profissão

atualizado 09/07/2021 16:16

Wilson Witzel chega ao Senado para deporRafaela Felicciano/Metrópoles

Rio de Janeiro – O ex-governador do Rio Wilson Witzel (PSC) quer voltar atuar como advogado. Ele pediu à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) no último dia 2 a guia de pagamento para cancelar o licenciamento da inscrição para exercer a profissão, ocorrido quando ele assumiu o Palácio Guanabara.

Witzel sofreu impeachment em abril, acusado comandar esquema de corrupção na área da saúde, e está inelegível até 2026. O Metrópoles apurou que a carteira de advogado será liberada se não houver contestações no órgão sobre a expedição.

Isso porque, o ex-governador ainda não foi condenado pelas acusações de desvios de verba na Justiça e o julgamento do impeachment é político e não jurídico. Mas se houver questionamento, que pode ser feito por qualquer um cidadão, o caso será levado ao Tribunal de Ética e Disciplina da Ordem para apreciação.

Depoimento à CPI da Covid cancelado

Wilson Witzel prestaria depoimento secreto nesta sexta-feira (9/7) à CPI da Covid no Senado. Mas para isso, o ex-governador pediu segurança para ele e família durante dois anos.

O colegiado fez o pedido ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, mas a reposta não foi divulgada. Em nota, o órgão informou que “por necessidade de sigilo, não poderemos prestar qualquer outro tipo de informação, nem mesmo se o pedido foi ou não acolhido”.

Advogado de Witzel, Diego Pereira Carvalho afirma que o ex-governador só prestará as declarações se o pedido de segurança for aceito. Witzel foi ouvido na CPI da Covid em 16 junho. A sessão foi marcada por embate entre ele e o senador Flávio Bolsonaro (Patriota).

O filho 01 do presidente Jair Bolsonaro entrou na Justiça contra Witzel pedindo explicações por ter sido acusado de ser “dono dos hospitais federais do Rio”. Procurado, o ex-governador não se manifestou.

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