Ex-governador diz que Mato Grosso repassou R$ 755 milhões ao Master

José Pedro Taques disse, em depoimento à CPI do Crime Organizado, que repasse envolveu consignados, acordos com a Oi e a concessão da BR-163

atualizado

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Pedro França/Agência Senado
CPICRIME – CPI do Crime Organizado
1 de 1 CPICRIME – CPI do Crime Organizado - Foto: Pedro França/Agência Senado

O ex-governador de Mato Grosso, José Pedro Gonçalves Taques (PSB), afirmou nesta quarta-feira (25/3) que, desde 2023, o governo estadual teria repassado pelo menos R$ 755 milhões a estruturas ligadas ao Banco Master. Ele deu a declaração durante depoimento à CPI do Crime Organizado no Senado.

Segundo Taques, o valor total decorre da soma de empréstimos consignados e repasses de Mato Grosso a fundos ligados ao banco de Daniel Vorcaro, sendo R$ 308 milhões de um acordo tributário com a empresa de telecomunicações Oi e R$ 447 milhões de recursos públicos destinados ao fundo da rodovia BR-163.

“Esse valor chegou a R$ 308 milhões, e a Oi perdeu os embargos. (…) Esses R$ 308 milhões foram depositados em dois fundos, que foram constituídos pelo Banco Master”, declarou o ex-governador ao colegiado.

De acordo com Taques, os fundos mencionados seriam o Royal Capital e o Lotte World. Cada um deles, segundo o ex-governador, teria recebido cerca de R$ 154 milhões.

Apesar do vínculo com o poder local, Taques falou à CPI do Crime Organizado na condição de advogado, pois foi contratado por sindicatos e entidades representativas dos servidores de Mato Grosso para investigar supostas irregularidades nos descontos de consignados.

Fundo administrado pela Reag

Já o restante do valor, segundo ele, envolve a concessão da BR-163, cuja administração foi assumida pela estatal MTPAR por meio da concessionária Nova Rota Oeste.

Conforme o relato de Taques, R$ 447 milhões foram depositados em um fundo criado pela MTPAR, mas administrado pela Reag, gestora de investimentos ligada ao Master e alvo de investigação por suspeita de envolvimento nas fraudes do banco.

“A MTPAR cria um fundo. Este fundo foi criado pela Reag [empresa/gestora de investimentos] (…) e o Estado de Mato Grosso retira da Fonte 100 [verba orçamentária do governo estadual] R$ 447 milhões e deposita nesse fundo”, detalhou o ex-governador.

Além disso, segundo ele, após a criação do tal fundo e o aporte dos recursos públicos, o sócio da Reag, Luiz Carlos Moreira Lima, foi nomeado para o conselho administrativo da c0ncessionária Nova Rota do Oeste.

O Metrópoles entrou em contato com o governo de Mato Grosso para obter uma resposta em relação ao que foi dito pelo ex-governador, mas não obteve retorno, até então. O espaço segue aberto.

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