Ex-delegado diz que Pix pode facilitar sequestros; veja vídeo

O Banco Central do Brasil alega que a tecnologia possui camadas e mecanismos robustos de segurança que incluem "motores antifraude"

atualizado 18/11/2020 23:00

Reprodução

O delegado aposentado e ex-chefe da Divisão Anti-Sequestro (DAS) da Polícia Civil Fernando Moraes é o responsável por um vídeo que viralizou nesta quarta-feira (18/11). O motivo: ele alega associa a tecnologia do Pix, sistema 24 horas que permite transações bancárias sem a cobranças de taxas e quase instantâneas, a uma possível alta nos crimes de sequestro.

A operação do Pix foi iniciada nesta semana pelo Banco Central do Brasil. A instituição alega que a tecnologia possui camadas e mecanismos robustos de segurança que incluem “motores antifraude” operados pelas instituições que ofertam o serviço, que permitem identificar transações atípicas, fora de perfil do usuário (perfil de horário, de valor, de velocidade de autenticação etc).

Nas imagens que viralizaram, o ex-delegado diz que o sistema tornará o correntista uma vítima mais acessível aos criminosos, que poderão realizar transações mais facilmente.

“Eu prevejo um exponencial aumento da criminalidade, no que tange a essa facilidade da transferência bancária. Por quê? Porque quando o bandido descobrir, e eles não são bobos, não são burros. Quando descobrirem na hora da abordagem, na sua residência ou na hora da abordagem, se eles tiverem acesso ao seu celular, eles vão conseguir transferir todo o dinheiro que está na sua conta corrente para a conta deles. Já pararam para perceber isso? Alguém se deu conta que essa facilidade também vai facilitar muito a vida dos marginais”, alerta o delegado aposentado no vídeo.

Ao decorrer do vídeo, o ex-delegado avalia que o ponto de maior fragilidade do novo sistema é o smartphone. Afinal, o equipamento será a ferramenta usada para todas as transferências, pagamentos e demais transações.

Veja:

Ao jornal O Dia, o Banco Central diz ainda que há uma possibilidade de bloqueio automático das transações suspeitas por até 30 minutos, durante o dia, ou 60 minutos à noite e rejeitando aquelas que não se confirmarem uma transação segura.

O banco afirma que se o fraudador, ainda com todos os mecanismos existentes, conseguir realizar uma fraude, a transação fica “marcada” na base de dados DICT (no BC), e as instituições recebem essa informação “para alimentar os motores antifraude e coibir reincidência”.

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