Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

"Eu não acredito que ela morreu", fala pai de vítima em Brumadinho

Desde o dia da tragédia, o padeiro Luciano de Oliveira vai ao posto da Defesa Civil em busca de informações

03/02/2019 19:54, atualizado 04/02/2019 08:55
Igo Estrela/Metrópoles
“Eu não acredito que ela morreu”, fala pai de vítima em Brumadinho

Nathalia de Oliveira, 25 anos, era assistente e se preparava para ser contratada na área administrativa da Vale. Casada e mãe de dois filhos, ela estava no melhor momento da vida, segundo os familiares. Filha única do padeiro Luciano de Oliveira, a jovem tinha acabado de almoçar no restaurante da empresa quando o local foi tomado pelo mar de rejeitos da Mina Córrego do Feijão.

“Ela mandou uma mensagem para o marido. Disse que tinha acabado de almoçar e que amava a família. A minha ficha ainda não caiu. Desde sexta a minha vida parou. Eu não acredito que ela morreu. Acho que pode estar ilhada em alguma mata”, contou o pai.

Desde a última sexta-feira (25/1), o trabalhador visita a central da Defesa Civil em busca de informações sobre Nathalia.

Reprodução

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Esperança diminui
Os militares que trabalham nos resgates dizem que a possibilidade de encontrar sobreviventes é quase nula. A Polícia Civil de Minas Gerais atualizou, no início da tarde deste domingo (3/2), a relação de vítimas do desastre de Brumadinho já identificadas. Com base em dados do Instituto Médico Legal (IML), 107 foram encontradas até o momento.

De acordo com balanço mais recente divulgado pela Defesa Civil de Minas Gerais, no total, 121 pessoas morreram com o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, ocorrido no dia 25 de janeiro. Outras 226 continuam desaparecidas e 395 pessoas foram localizadas pelas equipes de salvamento.

Os trabalhos de resgate começam por volta das 4h e vão até a noite. A barragem B6, com água, segue monitorada 24 horas, sem risco de rompimento. Um plano de contingência, entretanto, foi elaborado de forma preventiva.

"Eu não acredito que ela morreu", fala pai de vítima em Brumadinho