“A mãe de alguém teve que chorar”: jovens debocharam após estupro coletivo

Cinco jovens são investigados por estupro coletivo contra uma adolescente, de 17 anos, em Copacabana, no dia 31 de janeiro

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1 de 1 Imagem colorida, Menor envolvido "comemorou" estupro coletivo em Copacabana, diz PCERJ - Metrópoles - Foto: Reprodução/Redes sociais

Os cinco jovens envolvidos na investigação do estupro coletivo cometido contra uma adolescente de 17 anos, no dia 31 de janeiro em um apartamento em Copacabana, no Rio de Janeiro, debocharam da vítima após o crime. Vídeo obtido pelo Fantástico mostra gravação feita pelo menor de idade apontado como mentor do crime.

“A mãe de alguém teve que chorar hoje, porque nossas mães hoje…”, diz o adolescente dentro do elevador instantes após o crime.

Os quatro maiores de idade, que aparecem rindo no vídeo, estão presos. O adolescente foi apreendido e encaminhado ao sistema socioeducativo do estado.

Jovem faz comentário após estupro coletivo
Jovem faz comentário após estupro coletivo

O caso

A jovem, de 17 anos, foi vítima de estupro coletivo cometido por cinco jovens, no dia 31 de janeiro.  Em relato, a menina conta que foi convidada por mensagem para ir ao apartamento de um amigo, em Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ).

Ao chegar ao prédio, o suspeito, também de 17 anos, insinuou que fariam “algo diferente”, o que foi prontamente recusado pela adolescente. Ela foi trancada em um quarto com os acusados, onde foi agredida e estuprada.

Quatro dos suspeitos, que são maiores de idade, se apresentaram à polícia e foram encaminhados ao sistema penitenciário. Já o quinto envolvido, um adolescente de 17 anos, foi apreendido e levado para o Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase).

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As defesas dos cinco negam as acusações e afirmam que a inocência deles será comprovada ao longo do processo judicial.

Novas denúncias surgiram

O crime ocorreu no fim de janeiro e, após se tornar público, outras vítimas procuraram a polícia para a denúncia. Uma mãe, que não foi identificada, relatou que a filha, de 14 anos, foi violentada pelo mesmo grupo de adolescentes.

“Ela (a menina) falou que também foi vítima de dois deles, e tinha um terceiro, que era maior. Que não aparece na lista de procurados desse caso, mas que estavam sempre juntos”, relatou a mulher.

Outra jovem que, atualmente é maior de idade, contou ter sido abusada em uma festa por um dos acusados. “Teve uma hora que ele pediu para eu praticar sexo oral nele, eu falei que não ia fazer aquilo, muito menos ali, mas ele pediu só um pouco. Enquanto a gente se beijava, ele começou a tentar empurrar minha cabeça para baixo, e eu falei que não ia fazer aquilo”, conta.

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