“Estou até mais conhecido”: diz cantor sertanejo preso no meio do show

Robston Satto foi solto após 8 dias preso por conta de mandado por receptação; se sentindo mais conhecido após caso, quer retomar carreira

atualizado 20/10/2021 12:42

Robson Satto Cantor SertanejoVinicius Schmidt/Metrópoles

Goiânia – O cantor e compositor sertanejo Robson Satto, de 32 anos, foi solto nessa terça-feira (19/10) após oito dias recolhido ao Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital de Goiás. Ele foi preso no meio de um show em uma choperia no último dia 11/10.

Havia um mandado de prisão contra ele por receptação, porque o músico teria comprado dois televisores furtados quando morava em Rondônia, sua terra natal, há seis anos. A prisão no meio do show em Aparecida de Goiânia ganhou repercussão nacional. Agora, ele quer seguir com a carreira, investindo em um CD com 12 músicas no ritmo piseiro, e entende que até se tornou mais conhecido após o episódio.

“Senti que estou até mais conhecido. Tem muita gente me seguindo [nas redes sociais]. Tem muita gente perguntando o que a gente vai fazer. E o que vamos fazer é dar continuidade no trabalho”, destacou, em conversa com o Metrópoles.

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Segundo a defesa, o compositor chegou a ser condenado por receptação, mas a pena não chegou ao ponto de prever prisão. No entanto, oficiais de justiça não o acharam no antigo endereço em Rondônia. Por isso, houve o mandado de prisão.

“Foi inesperado o que aconteceu comigo. Comprei um produto que não sabia ser furtado. Errei muito, tinha que ter buscado a procedência, mas quem nunca errou? Eu não tinha a experiência de hoje”, defende-se o cantor.

Prisão no palco

No dia da prisão em Aparecida, Robson já havia cantado duas músicas, quando o dono da choperia o avisou que policiais estavam ali para prendê-lo. O músico conta que ainda pediu para cantar uma terceira, antes de se entregar para os militares.

“Cantei mais uma e me despedi do povo. Os policiais foram super educados”, lembra o músico.

Prisão e violência

O cantor relata que os dias que passou na prisão passaram voando e que não foi maltratado. “Eu nem vi o tempo passar direito. A cabeça fica um pouco preocupada, com minha equipe, fãs e família do lado de fora. Tinha certeza que estava todo mundo muito assustado.”

Depois da prisão por receptação, outros processos contra Robson vieram à tona. Ele respondia por violência doméstica contra uma ex-mulher de Ji-Paraná (RO) e uma ex-namorada de Goiânia.  Em um dos casos, a vítima relatou que levou um soco no rosto. O músico nega as agressões físicas.

“A gente homem, não querendo ser machista nem nada, não tem direito de processar uma mulher, mas elas podem fazer o que quiser. Essa violência doméstica foi coisa de xingamento, que não tive cabeça na época. Serviu de lição também, que a gente não pode falar qualquer coisa, tem que pensar muito”, garante o sertanejo.

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