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“Estado paralelo”, diz PF sobre vazamento de operações policiais no RJ

PF vê Bacellar como peça central em rede que vazava ações contra o CV. Presidente da Alerj orientou TH Joias a ocultar provas

atualizado

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Bacellar e TH Joias
1 de 1 Bacellar e TH Joias - Foto: Reprodução/Instagram

O relatório encaminhado pela Polícia Federal (PF) ao Supremo Tribunal Federal (STF), no qual pediu a prisão do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União), evidencia a “existência de um verdadeiro Estado paralelo”.

Os investigadores citam, por exemplo, que o deputado estadual orientou Thiego Raimundo dos Santos, o TH Joias, a retirar objetos da casa antes da operação deflagrada em setembro deste ano.

Bacellar foi preso na manhã desta quarta-feira (3/12) no âmbito da Operação Unha e Carne, por ter vazado informações da Operação Zargun. O mandado de prisão foi expedido pelo ministro Alexandre de Moraes.

Em documento encaminhado ao STF, e que consta na decisão do ministro, a PF afirma que o deputado, agora afastado da presidência, orientou o aliado a ocultar provas retirando objetos da residência – antes da operação de setembro.

“Sabedor das notórias interações de TH Joias com o Comando Vermelho, visto que o parlamentar foi preso e permaneceu encarcerado por 10 meses entre 2017 e 2018, tendo sido posteriormente condenado a quase 15 anos de reclusão pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro por tráfico de drogas, o deputado estadual Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj, toma ciência prévia da ação policial, conversa com o principal alvo de tal ação e ainda o orienta sobre a retirada de objetos de interesse da persecução da residência”, diz a PF.

O relatório não indica quem vazou a operação contra TH Joias, que posteriormente deixou a Alerj – ele era segundo suplente –, após Rafael Picciani herdar a cadeira na Assembleia ao sair para compor o secretariado do governo fluminense. O episódio do vazamento ainda é alvo de investigação pela PF.

Os investigadores, no relatório, afirmam que todos esses episódios relacionados ao vazamento da operação evidenciam a “existência de um verdadeiro Estado paralelo, capitaneado pelos capos da política fluminense, que, nos bastidores, vazam informações que inviabilizam o sucesso de operações policiais relevantes contra facções criminosas violentas, a exemplo do Comando Vermelho”.

Operação

Deflagrada em 3 de setembro, a Operação Zargun desarticulou um esquema de tráfico internacional de armas e drogas, corrupção de agentes públicos e lavagem de dinheiro, apontado como diretamente ligado às lideranças do CV no Complexo do Alemão.

Foram cumpridos 18 mandados de prisão e 22 de busca, além do sequestro de R$ 40 milhões em bens.

A operação teve como alvo um delegado da PF, policiais militares, um ex-secretário estadual e o deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, apontado como articulador político da facção dentro da Alerj.

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