“Está desolado”, diz diretor de time sobre menino que denunciou racismo

Vídeo em que menino de 11 anos falou sobre assunto aos prantos viralizou. Técnico apontado como autor das ofensas nega acusações

atualizado 19/12/2020 14:19

Reprodução

O garoto de 11 anos, que denunciou ter sido vítima de vítima de racismo durante um campeonato de futebol em Caldas Novas, no sul de Goiás, ainda está abalado com o que ocorreu. Segundo Adriano Santos, diretor de relacionamento do Uberlândia Academy, time dele, o menino está “desolado”. A informação é do portal G1.

Santos ainda disse que, após o episódio, o menino não está conseguindo se concentrar nas partidas.

“Na quinta-feira, ele foi expulso da partida no começo do segundo tempo. Ele não está com a cabeça no lugar. Ele chorou, ele percebe o que está acontecendo com ele. Luiz, para quem não sabe, foi eleito o atleta do ano no Uberlândia Academy. Ele vendeu rifa para vir para cá e passa por uma situação desastrosa, impiedosa como essa”, lamentou o diretor.

Um vídeo em que o menino relata as ofensas viralizou nas redes sociais. No registro, ele sai de campo chorando e conta o que ocorreu.

“Ele falava assim toda hora: ‘Fecha o preto, fecha o preto, fecha o preto aí’. Eu guardei para falar no final. Ele falou um monte de vezes”, disse o menino, aos prantos.

O caso aconteceu na última quarta-feira (16), durante a Caldas Cup, e foi registrado na polícia. O técnico apontado como o autor das ofensas, Lázaro Caiana, negou as acusações e disse que não foi racista com o menino.

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