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Assustados com os recentes aumentos no preço da gasolina, os brasilienses podem preparar o bolso novamente. A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (6/7) o segundo aumento no valor do combustível neste mês.

A partir de sábado (7), a gasolina terá reajuste de 1,07% nas refinarias da estatal e passará a custar R$ 2,0249 por litro. O aumento deverá chegar rapidamente às bombas. No Distrito Federal, o litro custa ao consumidor até 175% mais caro do que quando sai da refinaria. Ou seja, quase três vezes mais – e poucos motoristas sabem disso. Essa diferença no valor final se dá por fatores como o transporte da mercadoria.

No mês, o combustível acumula alta de 3,92%, ou seja, de quase R$ 0,08, já que no final de junho a gasolina era negociada a R$ 1,9486.

Na última quarta (4), os moradores da capital federal depararam-se, logo cedo, com um reajuste de até R$ 0,50 no preço do litro da gasolina. De acordo com alegação dos postos, os novos números já eram resultado de dois aumentos – que haviam somado 2,24% – autorizados pela Petrobras anteriormente.

Último levantamento feito pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), na semana de 24 a 30 de junho, em 47 postos do Distrito Federal, mostrou que o valor médio cobrado pelo litro da gasolina foi de R$ 4,43, com variação entre R$ 4,19 e R$ 4,89. Entretanto, conforme revelou o mesmo estudo, o consumidor do DF chegou a pagar R$ 4,09 em junho.

Desde o dia 19 de fevereiro de 2018, a Petrobras decidiu tornarem públicas as informações sobre o impacto dos tributos – que podem ser encontradas no site da empresa – no preço final do produto. Na página virtual, também é possível descobrir todos os insumos usados na fabricação da gasolina, bem como entender quais taxas elevam tanto o valor do combustível.

As planilhas disponíveis mostram que os impostos são os maiores responsáveis por manter o produto em cifras assustadoras. Cerca de 45% do preço final da gasolina é referente a encargos, sendo 29% deles estaduais – a exemplo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) – e 16% federais, como Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), PIS/Pasep e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). (Com informações da Agência Brasil)