Esposa de vítima de Queiroz suspeita de execução: “Fez muita mãe chorar”

A mulher nega que Anderson Rosa de Souza fosse traficante ou tivesse relação com qualquer atividade ilícita. Crime ocorreu em 2003

atualizado 13/07/2020 15:04

Reprodução

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apontou falhas na investigação de uma suposta execução, ocorrida em em 2003, que tem como autores Fabrício Queiroz, ex-assessor da família Bolsonaro, e Adriano da Nóbrega. Segundo reportagem do Fantástico, da TV Globo, o crime ocorreu quando os acusados trabalhavam juntos no batalhão da Polícia Militar de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, e atiraram no homem, suspeito de tráfico.

A viúva de Anderson Rosa de Souza, de 29 anos, no entanto, nega que o marido fosse traficante ou tivesse relações com a atividade ilícita.

A investigação corre na Justiça há 17 anos e pode perder a validade em 2023. Dessa forma, o MP determinou que as apurações sejam concluídas em 90 dias.

Como mostrou o programa, a esposa, que teve dois filhos com a vítima, contou que nunca foi procurada pela polícia sobre a morte do marido e, por isso, desconfia de que ele foi executado.

“Os moradores falaram: “Pegaram teu marido aí, levaram lá para baixo lá, fizeram ele se ajoelhar e deram os tiros nele. Disse que ele pediu ‘pelo amor de Deus’, mas não adiantou”, relatou.

A esposa garantiu que Anderson não guardava armas em casa e, se houvesse a desconfiança sobre o marido, a polícia deveria levá-lo preso e não matá-lo.

Em entrevista, ela relatou que Queiroz era temido no local e que tinha fama de miliciano. “Falasse que era ele, minha filha, a rua ficava limpa. Ele fez muita mãe chorar ali, né? Eles eram muito violentos. Quando ele apareceu na televisão, todo mundo: ‘É ele, é ele, é ele'”, revelou.

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